segunda-feira, 22 de março de 2010

TERRA AMBIENTAL comemora com você O DIA MUNDIAL DA ÁGUA






Hoje é o Dia Mundial da Água

Data serve para refletir sobre a tênue manutenção deste recurso

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Criado em 1992 pela ONU (Organização das Nações Unidas), o Dia Mundial da Água, comemorado hoje, serve também para refletir sobre a importância deste recurso hídrico, essencial à sobrevivência da fauna e flora do planeta.

Apesar disso, não é difícil ver as pessoas, em cenas cotidianas, lavando calçadas e carros com água tratada, deixando as torneiras pingando à exaustão, e o que é pior: sem pensar na preciosidade que desperdiçam ralo abaixo. 

Mas é preciso saber: a água de boa qualidade para consumo humano está cada vez mais escassa e já é motivo de grande preocupação em vários cantos do mundo, pois a capacidade de recarga das reservas hídricas são complexas e demoradas.

E com um agravante: de toda a água existente no planeta, menos de 3% correspondem as doces. Se for considerado apenas o volume disponível para consumo em rios e lagos, este número não chega a 0,2% (já que a maior parte da água doce concentra-se nas calotas polares e geleiras, ou em subsolos profundos). 

Embora o Brasil seja um país privilegiado em termos hidrográficos – tem a bacia Amazônica e o aquífero Guarani, além de rios que formam uma das maiores redes fluviais perenes da Terra –, ainda assim há alguns entraves a serem considerados.

A distribuição de água é bastante irregular (cerca de 70% da água doce do País fica na região amazônica, longe dos centros urbanos), sem falar na qualidade (geralmente comprometida pela poluição ambiental e pelo desmatamento (uma vez que a destruição das matas ciliares submete os rios à erosão e ao assoreamento, colocando em risco nascentes e outras unidades hídricas). Apesar disso, 11,6% da água doce disponível no mundo estão aqui. 

Para entender como funciona o uso das águas no mundo, hoje a maior parte do consumo cabe à agricultura (67%), seguido pelo uso industrial (23%) e residencial (10%). Neste último caso, vale a ressalva: os chuveiros são responsáveis por 46% do consumo de água, seguido da cozinha e do vaso sanitário (14%). Como um bem renovável mas finito, o consumo consciente pode ser a única arma humana para a preservação deste recurso.  

E, no dia a dia, as ações que podem contribuir para o uso racional da água são relativamente simples. Para começar, os banhos podem (e devem) ter seu tempo reduzidos. Em 10 minutos gasta-se o equivalente a 70 litros de água. Se ele for 15 minutos, esse número sobe para a média assustadora de 105 litros.

Outra constatação: lavar a louça com a torneira aberta equivale a um gasto de 112 litros de água. A saída aqui é encher a cuba da pia de água, limpar os resíduos de comida dos utensílios com esponja e sabão e só então faça o enxague com água limpa.  

Embora a atitude pareça ínfima, a soma de várias pequenas ações como esta é que farão a diferença no final. Não há quem não guarde na memória do corpo e do paladar o mergulho numa cachoeira límpida ou um gole de água fresca depois de horas sob um Sol escaldante. Como já bem cantou Milton Nascimento: "Água de beber/ Bica no quintal/ Sede de viver tudo..." 
 
 
 
 
Dia Mundial da Água

A Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a resolução A/RES/47/193 de 22 de fevereiro de 1993, através da qual 22 de março de cada ano seria declarado Dia Mundial das Águas (DMA), para ser observado a partir de 93, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (sobre recursos hídricos) da Agenda 21. E através da Lei n.º 10.670, de 14 de maio de 2003, o Congresso Nacional Brasileiro instituiu o Dia Nacional da Água na mesma data.

Os Estados foram convidados, como fosse mais apropriado no contexto nacional, a dedicar o Dia a atividades concretas que promovessem a conscientização pública através de publicações e difusão de documentários e a organização de conferências, mesas redondas, seminários e exposições relacionadas à conservação e desenvolvimento dos recursos hídricos e/ou a implementação das recomendações da Agenda 21.

No mês em que se comemora o Dia Mundial da Água, é preciso lembrar que, em diversos lugares do planeta, milhares de pessoas já sofrem com a falta desse bem essencial à vida.
A água é um bem precioso e insubstituível. É um elemento da natureza, um recurso natural. Na natureza podemos encontrar a água em três estados: sólido (gelo), gasoso (vapor) e líquido. Ainda classificando a água ela pode ser: doce, salobra e salgada.

É de domínio público e de vital importância para a existência da própria vida na Terra. A água é um recurso natural que propicia saúde, conforto e riqueza ao homem, por meio de seus incontáveis usos, dos quais se destacam o abastecimento das populações, a irrigação, a produção de energia, o lazer, a navegação.

De acordo com a "Gestão dos Recursos Naturais da Agenda 21, a água pode ainda assumir funções básicas, como:

- Biológica: constituição celular de animais e vegetais.
- Natural: meio de vida e elemento integrante dos ecossistemas.
- Técnica: aproveitada pelo homem através das propriedades hidrostática, hidrodinâmica, termodinâmica entre outros fatores para a produção.
- Simbólica: valores culturais e sociais.

Muito se fala em falta de água e que, num futuro próximo, teremos uma guerra em busca de água potável. O Brasil é um país privilegiado, pois aqui estão 11,6% de toda a água doce do planeta. Aqui também se encontram o maior rio do mundo - o Amazonas - e o maior reservatório de água subterrânea do planeta - o Sistema Aqüífero Guarani.

No entanto, essa água está mal distribuída: 70% das águas doces do Brasil estão na Amazônia, onde vivem apenas 7% da população. Essa distribuição irregular deixa apenas 3% de água para o Nordeste. Essa é a causa do problema de escassez de água verificado em alguns pontos do país. Em Pernambuco existem apenas 1.320 litros de água por ano por habitante e no Distrito Federal essa média é de 1.700 litros, quando o recomendado são 2.000 litros.

Mas, ainda assim, não se chega nem próximo à situação de países como Egito, África do Sul, Síria, Jordânia, Israel, Líbano, Haiti, Turquia, Paquistão, Iraque e Índia, onde os problemas com recursos hídricos já chegam a níveis críticos.  Em todo o mundo, domina uma cultura de desperdício de água, pois ainda se acredita que ela é um recurso natural ilimitado. O que se deve saber é que apesar de haver 1,3 milhão de km\3 livre na Terra, segundo dados do Ministério Público Federal, nem sequer 1% desse total pode ser economicamente utilizado, sendo que 97% dessa água se encontra em áreas subterrâneas, formando os aqüíferos, ainda inacessíveis pelas tecnologias existentes. 

Políticas públicas e um melhor gerenciamento dos recursos hídricos em todos os países tornam-se hoje essenciais para a manutenção da qualidade de vida dos povos. Se o problema de escassez já existente em algumas regiões não for resolvido, ele se tornará um entrave à continuidade do desenvolvimento do país, resultando em problemas sociais, de saúde, entre outros. 

O país está tomando medidas concretas para impedir esse futuro, entre elas a criação da Agência Nacional de Águas, a sobreposição do rio São Francisco, adoção de técnicas de reuso de água e construção de infra-estrutura de saneamento, já que hoje 90% do esgoto produzido no país é despejado em rios, lagos e mares sem nenhum tratamento.

Segundo a Organização das Nações Unidas - ONU, 50% da taxa de doenças e morte nos países em desenvolvimento ocorrem por falta de água ou pela sua contaminação. Assim sendo, o rápido crescimento da população mundial e a crescente poluição, causado também pela industrialização, torna a água o recurso natural mais estratégico de qualquer país do mundo.

Para cada 1.000 litros de água utilizados, outros 10 mil são poluídos. Segundo a ONU, parece estar cada vez mais difícil se conseguir água para todos, principalmente nos países em desenvolvimento. Dados do International Water Management Institute - IWMI mostram que, no ano de 2025, 1.8 bilhão de pessoas de diversos países deverão viver em absoluta falta de água, o que equivale a mais de 30% da população mundial. Diante dessa constatação, cabe lembrar que a água limpa e acessível se constitui em um elemento indispensável para a vida humana e que, para se tê-la no futuro, é preciso protegê-la para evitar o futuro caótico previsto para a humanidade, quando homens de todos os continentes travarão guerras em busca de um elemento antes tão abundante: a água. 

Devido à grande expansão urbanística, a industrialização, a agricultura e a pecuária intensivas e ainda à produção de energia elétrica - que estão estreitamente associadas à elevação do nível de vida e ao crescimento populacional - crescentes quantidades de água passaram a ser exigidas.

As crescentes necessidades de água, a limitação dos recursos hídricos, os conflitos entre alguns usos e os prejuízos causados pelo excesso de água exigem um planejamento bem elaborado pelos órgãos governamentais, estaduais e municipais, visando técnicas de melhor aproveitamento dos recursos hídricos. Além das responsabilidades públicas, cada cidadão tem o direito de usufruir da água mas o dever de preservá-la, utilizando-a de maneira consciente, sem desperdícios, assim dando o valor devido à água.

Use a água racionalmente, a fonte não pode secar!

 

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