sábado, 30 de janeiro de 2010

NOSSOS BLOGS!

IRMÃOS DE LUZ - ESPIRITUALIDADE E MENSAGENS DE CONFORTO ESPIRITUAL http://irmaosdeluz.blogspot.com




SEGURANÇA - PRESERVAÇÃO DA VIDA HUMANA EVITANDO ACIDENTES

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MEIO AMBIENTE - EDUCAÇÃO E CONSCIÊNCIA

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PAZ E TOLERANCIA RELIGIOSA

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LETRAS QUE NOS DIZEM ALGO

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VERSUS PIRATARIA - COMBATENDO A PIRATARIA PELA EDUCAÇÃO,INFORMAÇÃO E ESCLARECIMENTO

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CEIA - CENTRAL DE EDUCAÇÃO,INFORMAÇÃO E ASSISTÊNCIA - EDUCAÇÃO,CIDADANIA,SOLIDARIEDADE,INFORMAÇÃO E SEUS DIREITOS

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Cursos em Ecologia- UFBA

Para quem se interessa por baleias e golfinhos

O que : Curso Ecologia e Conservação de Cetáceos (20 vagas)

Onde: Universidade Federal da Bahia

Quando: sabados de 14, 21, 28(outubro) e 5(novembro) das 08:00 as 12:00

Quanto: 5kg de alimento

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

MAIS UMA VERGONHA NACIONAL: AGORA ENVOLVENDO GOVERNADOR DO RJ E LUCIANO HUCK

"Lei Luciano Huck"

O apresentador da Globo, Luciano Huck, teria sido beneficiado por um decreto editado pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), que alterava a legislação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tamoios, na Baía de Ilha Grande. O apresentador, alvo de ação civil pública movida pelo município de Angra dos Reis em outubro de 2007 por supostos danos ambientais e construções irregulares em sua casa de veraneio, é representado pelo escritório de direito do qual é sócia a primeira-dama do estado fluminense, Adriana Ancelmo Cabral. A medida, cuja constitucionalidade é questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Procuradoria-Geral da República, beneficiaria proprietários de residências consideradas irregulares na região - caso de Huck e sua casa na Ilha das Palmeiras. Ambientalistas contrários às mudanças determinadas por Cabral se referem ao decreto como "Lei Luciano Huck".
 
 
Informações do Bahia Notícias / Blog do Noblat
 
.

Detalhe, o decreto de Cabral sobre Ilha Grande saiu três dias antes de a Justiça tentar notificar Huck.


Veja mais acessando aqui.


Fonte: http://viniciusfactum.blogspot.com/2010/01/lei-luciano-huck.html

 

 
PRESTEM ATENÇÃO COMO SE EVITA CORRENTES! VEJA A FONTE E AS REFERÊNCIAS PARA CONSULTA!

I COBESA - Congresso Baiano de Engenharia Sanitária e Ambiental





 



Prezados,

Repasso mensagem de divulgação do primeiro Congresso Baiano de Engenharia Sanitária e Ambiental. Informações mais detalhadas, incluindo as requeridas para a apresentação de trabalhos técnicos, poderão ser encontradas no site do Congresso: www.acquacon.com.br/cobesa

Saudações,

Albérico

Salvador, 25 de janeiro de 2010


Car@ colega Engenheir@ Sanitarista e Ambiental,


A Engenharia Sanitária e Ambiental no Estado da Bahia vem se  
consolidando como importante área técnico-científica na última década.  
No campo da formação profissional, da pesquisa e da extensão, o estado  
conta com diversas instituições de ensino distribuídas em seu  
território. Dispomos de três universidades federais (Universidade  
Federal da Bahia-UFBA, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia-UFRB  
e Universidade Federal do Vale do São Francisco-Univale), quatro  
universidades estaduais (Universidade do Estado da Bahia-UNEB,  
Universidade Estadual de Feira de Santana-UEFS, Universidade Estadual  
do Sudoeste da Bahia-UESB e Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC)  
e diversas universidades/faculdades particulares (Universidade  
Salvador-Unifacs, Faculdade de Tecnologia e Ciências-FTC, Área  
1-Faculdade de Ciência e Tecnologia, Faculdade Regional da  
Bahia-Unirb, UniJorge-Centro Universitário Jorge Amado) que oferecem  
cursos de graduação e pós-graduação na área.

O estado da Bahia também dispõe de importantes órgãos e empresas  
públicas que atuam na área e diversas empresas privadas de  
consultoria, de construção, fornecedores de materiais e equipamentos  
que dão suporte a realização de projetos e obras. Por outro lado, o  
Estado vem sendo alvo de diversas ações governamentais, a exemplo dos  
investimentos dos governos federal e estadual no âmbito dos Programas  
de Aceleração do Crescimento-PAC (2007-2010) e Água para Todos, bem  
como no plano jurídico-institucional como a Lei Estadual de Meio  
Ambiente e Proteção da Biodiversidade, a Lei Estadual de Recursos  
Hídricos, a Lei Estadual de Saneamento Básico e a criação da Comissão  
de Regulação dos Serviços Públicos de Saneamento Básico-CORESAB.

Esse cenário tem demonstrado a necessidade de um fórum  
técnico-científico próprio de discussão sobre os temas do saneamento e  
meio ambiente em nosso Estado, para propiciar a apresentação e debate  
periódico da produção de seus profissionais, bem como de  
pesquisadores, professores e alunos de graduação e pós-graduação.

Dessa forma, concebeu-se o I Congresso Baiano de Engenharia Sanitária  
e Ambiental-COBESA, como o fórum apropriado para a discussão das  
questões da área e a apresentação dos trabalhos técnico-científicos, a  
ser realizado de 11 a 16 de julho de 2010, no Centro de Convenções da  
Bahia, em Salvador
. Pretende-se que o COBESA se consolide como um  
espaço permanente e que seja realizado de dois em dois anos. Para  
isso, conta na composição de sua Comissão Organizadora com  
representantes das universidades federais sediadas no estado da Bahia,  
das universidades estaduais, das universidades/faculdades  
particulares, de órgãos e de empresas públicas e de entidades  
profissionais que atuam na área.

O tema central definido pela Comissão Organizadora para o I COBESA é  
?Universalização do saneamento, urbanização e meio ambiente: desafios  
tecnológicos e de gestão?. Estão previstos na estrutura do I COBESA  
conferências, painéis, mesas redondas, palestras, apresentação de  
trabalhos técnico-científicos e de inovações tecnológicas, exposição  
de equipamentos, materiais e produtos utilizados na área, além de  
mini-cursos e visitas técnicas.

Assim, venho solicitar o seu apoio, inscrevendo trabalho(s), na forma  
de resumo expandido, e participando do evento, bem como divulgando o  
mesmo para o seu círculo profissional e de amizade. Favor acessar e  
divulgar o site do I COBESA: www.acquacon.com.br/cobesa.

Certo em contar com o seu apoio e participação, agradeço antecipadamente.


Atenciosamente,


Luiz Roberto Santos Moraes, PhD
Professor Titular em Saneamento da UFBA
Presidente do I COBESA





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Universidade Federal da Bahia -
http://www.portal.ufba.br






quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

MORTANDADE DA VIDA MARINHA

 

 

 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010


Lixo marinho elevou número de mortalidade de tartarugas em 2009

A negligência com o lixo tem sido uma das principais causas da elevação do número de mortes de tartarugas marinhas no litoral brasileiro. Somente entre janeiro e agosto de 2009, mais de 44% das tartarugas necropsiadas pela equipe do Projeto Tamar no litoral de alguns Estados brasileiros morreram por causa da ingestão de lixo. O levantamento mostra que das 192 tartarugas mortas, 80 tinham objetos em seu trato digestivo (estômago), principalmente plástico.

De acordo com a Coordenação Nacional de Veterinária do Tamar no Espírito Santo, Cecília Baptisttote, o lixo é apenas um dos problemas que ameaça a vida desses animais. Segundo ela, dentre as principais causas de mortalidade de tartarugas marinhas está a pesca incidental, que mata principalmente indivíduos juvenis ou adultos em processo reprodutivo.


A iluminação artificial também é ameaça porque espanta as fêmeas que chegam às praias para desovar e desorienta os filhotes recém-nascidos, fazendo com que eles sigam para a direção oposta ao mar, onde acabam sendo atropelados ou morrem desidratados. Isso, sem contar a predação natural, informa Baptisttote.
Saiba mais.

Fonte: Envolverde
Foto: reprodução Tamar

http://giselebundchenblog.blogspot.com/search/label/PORTUGUES

GLOBALIZAÇÃO DAS PORCARIAS!

Lixo estrangeiro nas águas

Condicionador de cabelos do Congo, água mineral chinesa, produto de limpeza americano... A maior parte do lixo não é produzida na praia, pelos banhistas. Chega pelo mar, de outros estados do Brasil, e até mesmo de outros países. Há, por exemplo, uma embalagem de sal, produzida na Rússia.
.
Confira a matéria do G1 na íntegra aqui.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

NOTÍCIAS DO BLOG DA GISELE

Cientistas iniciam travessia para estudar a "sopa de plástico" no mar

Cientistas marinhos iniciaram o lançamento transatlântico do primeiro estudo de poluição marinha por plásticos. A viagem inaugural do estudo é parte do Projeto 5 Gyres (giros) e busca quantificar os plásticos flutuantes, incluindo fragmentos de micro-plásticos consumidos pelos peixes.

Um dos participantes da travessia informa que as partículas de plástico no mar agem como magnéticos para químicos e outros poluentes e o projeto está trabalhando para avaliar se esses químicos se acumulam nos peixes, navegam ao longo da cadeia alimentar e terminam em nossos pratos de jantar.


Enquanto os efeitos potenciais à saúde humana permanecem desconhecidos, cientistas já estimam que perto da metade de todas as espécies de pássaros marinhos, todas as espécies de tartarugas marinhas e 22 espécies de mamíferos marinhos ferem-se ou morrem por causa do lixo plástico, seja pela ingestão, enredamento ou estrangulamento.
Saiba mais.

Fonte: Envolverde
 
 
 

Solicitação de profissionais ao Haiti

Voluntários da CEIA e de outras instituições ou autônomos,
A situação é caótica,portanto peço sua atenção para,caso tenha disponibilidade,entrar em contato com este e outros órgãos envolvidos.
Além dos profissionais solicitados abaixo com certeza os haitianos precisam de outros profissionais.
A recompensa maior é a consciencia da solidariedade e do amor ao próximo,caso você possa,queira e claro,esteja disponível,pois sabemos que a maioria tem suas ocupações profissionais e pessoais a cuidar.
Abraço fraterno e oremos!
Trajano










Cristiano,

Bom dia.



Quem está fazendo essa solicitação.

quem me mandou o e-mail foi a cnbc
www.cnbc.com.br

Geneval da Anunciação





Boa Noite, Senhores

Solicitação de Profissionais para o Haiti


Solicitação para um alerta de possível o envio de equipes de Resgate para o Haiti. Solicitaram Médicos, Bombeiros e Enfermeiros, ficar em alerta para a possível missão.


Caso os Senhores conheçam profissionais que tenham interessem em participar voluntariamente destas emissões internacionais favor, entrar em contato conosco o mais breve possível.


Caso eles realmente nos confirme a solicitação da equipe devemos levar nosso próprio material para nos manter por 15 dias,


Materiais necessários: Tendas para montagem do posto médico, lanternas, pilhas fogareiro, facas, materiais de primeiros socorros, cobertor etc. (material necessário para sobrevivência).


Obs. Já conseguimos uma ambulância completa para a missão, no momento a grande dificuldade é o profissional médico com disponibilidade.


Caso alguém tenha sugestões nos envie, por favor.




quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

De racismo e de sustentabilidade




2009-12-28



Carlos Walter Porto-Gonçalves


A questão étnico-racial vem adquirindo nos últimos anos um lugar de destaque no debate teórico-político que há muito tempo lhe era devido. São inúmeras as razões para que isso venha acontecendo. Desde os anos 1950 com a descolonização, com o movimento da negritude na África, e dos anos 1960 com as amplas mobilizações pelos direitos civis nos Estados Unidos da América do Norte (Martin Luther King) e com o movimento negro em que se destacaram, entre outros, Malcolm X e Ângela Davis, que a problemática étnico-racial começou a ganhar visibilidade. Os anos 1990 viriam o movimento indígena agregar suas cores a esse movimento para o que muito contribuiu a comemoração dos 500 anos de constituição do sistema-mundo, em 1992. O movimento indígena soube ler corretamente o significado político daquela data e da Conferência de Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU realizada na cidade do Rio de Janeiro. Afinal, a reunião da ONU se fazia para debater as implicações do modelo de desenvolvimento que havia se afirmado contra outras matrizes de racionalidade e que, agora, convocava uma conferência mundial para discutir temas como a água, o ar, a terra, as plantas e os animais, assuntos com os quais esses povos desenvolveram uma sabedoria original.

Há dois momentos a serem distinguidos nesse processo de emergência desses movimentos que invocam politicamente o debate étnico-racial. O protagonismo do movimento negro estadunidense dos anos sessenta que, entre outras coisas, conquistou em 1964 o direito de votar da imensa população negra daquele país, foi assimilado pelo sistema de poder dominante seja através da repressão, seja através de cooptação. Tom Smith e John Carlos, os vitoriosos atletas negros dos EUA que levantaram seus punhos no podium na Olimpíada do México em 1968 tiveram, rigorosamente falando, que comer o pão que o diabo amassou pelo ostracismo a que foram condenados pela ousadia de se manifestarem contra o racismo. A condenação à miséria e ao desemprego desses atletas acabou sendo estendida ao australiano Peter Norman que no mesmo podium resolveu se solidarizar com os aborígenes do seu país colocando no peito o mesmo adesivo dos atletas dos EUA (Veja foto).

Fonte: Wikipedia[1]

Não foram poucos os intelectuais que passaram a ganhar destaque a partir de então falando dos novos movimentos sociais onde os de caráter étnico-raciais ganhavam destaque junto com o movimento de mulheres, ecológicos e outros. Até mesmo Hollywood se mostrou sensível às reivindicações dessas populações tendo nos oferecido excelentes filmes como O Estranho no Ninho, estrelado por Jack Nicholson, e O Pequeno Grande Homem, estrelado por Dust Hoffman. Desde então, um intenso debate teórico-político vem sendo feito onde os movimentos de caráter classistas, tão enfatizados pela tradição marxista, vêm sendo negligenciados e, até mesmo, antagonizados com relação a esses outros movimentos que, segundo uma tradição pós-moderna que já se desenha a 40 anos, nega as grandes narrativas e a idéia de totalidade. Esse debate, como soe acontecer principalmente no campo das ciências sociais, não é um debate meramente teórico, mas também político como tão bem salientaram Michel Foucault e Pierre Bourdieu, sendo deste a afirmação de que "é da natureza da realidade social a luta permanente para dizer o que é a realidade social".

Associado a essas lutas epistêmico-políticas veremos nos anos 1980 e 1990 com as reformas neoliberais, sobretudo na América Latina/Abya Yala, a constitucionalização dos direitos dos indígenas e das populações negras em vários países (Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Brasil, entre outros), o que reforçou no campo do pensamento marxista a convicção de que essas políticas específicas conformavam um conjunto de políticas neoliberais que atacavam o princípio universalista das lutas por igualdade social que protagonizaram desde o século 19.

Nesse contexto, a Nicarágua nos ofereceria uma experiência que nos parece fundamental para entendermos a reviravolta que adquire o debate político a partir do étnico-racial. É que na Nicarágua, para além das pressões estadunidenses para combater a revolução sandinista de 1979, os índios Miskitos do litoral caribenho se confrontarão com/contra as perspectivas desenvolvimentistas que os sandinistas etnocentricamente queriam levar para as suas regiões. Há um intenso debate próprio colocado pelos Miskitos que nos ilumina outras situações vividas em outros países, como na Bolívia em 1952. O Movimento Nacionalista Revolucionário boliviano, em 1952, ignorou as tradições quéchuas e aymara dos ayllus, organização territorial de caráter comunitário, e impôs uma reforma agrária de caráter eurocêntrico com divisão das terras para camponeses enquanto proprietários privados. José Carlos Mariáteguui, o renegado marxista peruano que tanto havia se esforçado por nos mostrar a centralidade da questão indígena (eu diria étnico-racial) nos processos revolucionários latino-americanos, se mostrava mais vivo do que nunca tanto na Bolívia de 1952, como na contraditória Nicarágua sandinista de 1979-1989.

A Nicarágua sandinista inaugura um novo momento do debate étnico-racial pós-anos 1960 atualizando, contraditoriamente, Karl Marx com uma das suas mais importantes contribuições à teoria social, quando nos alertara que os homens (e as mulheres, acrescentamos) fazem história, mas não nas circunstâncias que escolheram. Ainda em 1990, na Bolívia e no Equador duas grandes marchas partem das regiões periféricas destes países e rumam para as capitais protagonizando um novo momento na luta dos grupos subalternizados desde o período colonial numa nova conjuntura que, em grande parte, foi propiciada pela brecha aberta pelo reconhecimento dos novos movimentos sociais na sua luta pelo direito à diferença. Ainda que as intenções dessa abertura possam ter sido bem outras, como a de dividir os grupos subalternos que os marxistas procuravam reunir em torno do conceito de classe, devemos também reconhecer que não eram meras concessões, pois respondiam, à sua maneira, às reivindicações que emanavam das contradições instauradas no contraditório processo de nossa formação territorial colonial, onde conformação das classes sociais se deu classificando os dominados a partir da cor de sua pele /ou de sua diferença étnica.

O componente da diferença, sobretudo étnico-racial, não é menos contraditório na Europa, ainda que um estado monocultural tenha sido imposto homogeneizando os diferentes, como Robert Lafont o demonstrou cabalmente em seu livro La Revolucion Regionalista[2]. Aqui na América/Abya Yala a contradição de classes está imbricada estruturalmente na questão étnico-racial constituindo um processo de enclassamento posto que, ao mesmo tempo, é classe e estamento, conceito que abriga a antropofagia que nos caracteriza imbricando categorias analíticas separadas na tradição européia. Darcy Ribeiro, por exemplo, já havia nos alertado para o que chamara de indigenato[3], ou seja, os camponeses etnicamente diferenciados que caracteriza boa parte do nosso continente, sobretudo na Guatemala, México, Peru, Bolívia, Equador, Paraguai, norte da Argentina, sul do Chile, fronteira colombo-venezuelana, Amazônia colombo-brasileira, brasileiro-venezuelana e brasileiro-boliviano-peruana, além do litoral pacífico colombiano majoritariamente negro, para não falarmos dos cimarrones do Suriname e dos afro-americanos da anacrônica colônia francesa da Guiana.

O componente étnico-racial está intimamente imbricado na formação de classes de nosso sistema mundo moderno-colonial, como bem podemos observar nos salários desiguais para trabalho igual não só entre países como entre regiões de um mesmo país, mesmo nos marcos de uma mesma empresa transnacional; nos rejeitos de minérios nas explorações com a poluição das águas e dos solos e no desmatamento nos países da periferia para proveito dos habitantes do centro; no descarte de resíduos radiativos nos mares e terras bem longe dos centros do sistema mundo; nas estratégias de investimentos de indústrias altamente poluentes nos países da periferia, pois em caso de indenização uma vida vale bem menos abaixo do Equador; nas propostas de "seqüestro de carbono" das ONGs associadas às multinacionais do capitalismo verde (sic). Talvez tudo isso nos ajude a entender porque as reuniões da ONU sobre racismo, apesar de conduzidas pelos polidos diplomatas venham tendo desfechos bem pouco nobres. A recente reunião sobre o clima da ONU realizada em Copenhague em dezembro de 2009, também viu os riscos que essa mentalidade colonial continua submetendo toda a humanidade ao querer manter essa geografia desigual de proveitos, para os do norte, e rejeitos, para os dos sul. Afinal, ali em Copenhague se explicitou a secreta relação entre a dominação dos povos considerados selvagens, isto é, da selva, portanto, da natureza, e um modelo civilizatório que quer dominar a natureza, olvidando que nenhuma sociedade pode dela prescindir. Enfim, a crítica ao capitalismo terá que incorporar o componente étnico-racial que conforma a estrutura social do sistema mundo moderno colonial.

- Carlos Walter Porto-Gonçalves é Doutor em Geografia. Professor do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense. Pesquisador do CNPq – Conselho nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Pesquisador do Grupo Hegemonia e Emancipações de Clacso. Ganhador do Prêmio Casa de las Américas 2008 de Literatura Brasileira. Ex-Presidente da Associação dos Geógrafos Brasileiros (1998-2000). Membro do Grupo de Assessores do Mestrado em Educação Ambiental da Universidade Autônoma da Cidade do México. Ganhador do Prêmio Chico Mendes em Ciência e Tecnologia em 2004. É autor de diversos artigos e livros publicados em revistas científicas nacionais e internacionais.


[2]Lafont, Robert 1971 La revolución regionalista (Barcelona: Ariel).
[3] Armando Bartra usa a expressão campesíndio em seu El hombre de hierro. Los límites sociales y naturales del capital. Bartra, Armando 2008 El hombre de hierro. Los límites sociales y naturales del capital. UACM/UAM/Editorial Itaca, México.


ALAI, América Latina en Movimiento

Angra, tragédia anunciada

 

Por João Bosco Rabello

O governador Sérgio Cabral tem razão quando atribui a tragédia de Ano Novo em Angra dos Reis ao desgoverno produzido pelo populismo e, mesmo, ao ceticismo de proprietários de terrenos quanto aos riscos de empreendimentos que afetem o meio-ambiente.

Cabral se apossa de um discurso de oposição como se não fosse ele o governador (onde mesmo já vimos isso?)

O governador Sérgio Cabral em visita a Angra dos Reis após a tragédia

Nessa crítica de Cabral, feita em tom de desabafo e no calor da batalha, dois aspectos se destacam:  a inoperância fiscalizadora do Estado (ou tolerância com infratores); e a velha transferência da responsabilidade para quem veio antes – a tal da herança maldita.

Fiquemos com o primeiro caso, que guarda mais sentido objetivo.  Em seu último ano do atual mandato, o governador talvez não  tenha se dado conta de que incluiu-se  entre os gestores , no mínimo, distantes da questão ambiental em Angra.

Cabral se  apossa de um discurso de oposição como se não fosse ele o governador (onde mesmo já vimos isso?)

Seria leviandade , que deixo aos seus opositores, responsabilizá-lo pela tragédia. Ela é  obra de muitos anos, construída dia-a-dia pela indiferença dos governos com a questão ambiental e pela conivência com a especulação imobiliária.

Vem de longe (diria Leonel Brizola) essa cumplicidade do setor imobiliário e as administrações cariocas pelo lucro a qualquer custo. Vale lembrar  a administração do prefeito Marcos Tamoio, que iniciou a decadência da cidade, quando o Cabral conhecido era Sérgio, o pai (não é nenhuma comparação, apenas uma referência temporal).

É indiscutível que as atuais  gestões estadual e municipal do Rio se distinguem de outras pela sintonia entre prefeito e governador, especialmente pelo empenho de ambos em resistir à tentação do populismo.

Mas Cabral deve explicações e providências concretas. Angra era tragédia anunciada . Seu opositor, César Maia, o acusa de conviver com as irregularidades ao flexibilizar a ação imobiliária na APA Tamoios, dentro da qual se insere toda a Ilha Grande.

O instrumento, diz Maia, foi o decreto 41.921, assinado pelo governador em junho de 2009. Embora não tenha produzido seus efeitos ainda, o que o exclui como fator de contribuição à tragédia, o decreto é um claro sinal de insensibilidade com o tema.

Essa é a explicação que o governador deve. Quanto às providências, só resta acompanhá-las na esperança de que extrapolem os primeiros socorros.

Afinal, Cabral é sobrenome que se confunde com o melhor do Rio de Janeiro, de pai para filho, em muitas décadas.

ATÉ QUANDO NOSSO PAÍS VAI MATAR INOCENTES POR FALTA DE PREVENÇÃO?

"a construção da Pousada era irregular..."

 

Suspenso decreto de construção em Angra

Permissão para exploração de área de proteção foi criticada; revisão de plano de manejo deverá ser concluída
Pedro Dantas

ANGRA DOS REIS
A Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Rio, Marilene Ramos, anunciou ontem a suspensão do Decreto nº 41.921/09, de junho do ano passado, que autorizava a construção em áreas não edificáveis da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tamoios, que inclui uma faixa de mais de 80 km do litoral de Angra dos Reis (sul fluminense), a face de Ilha Grande voltada para o continente e as 93 ilhas da baía. Criticado por ambientalistas, o decreto foi apontado como aliado da especulação imobiliária, já que permitia o licenciamento de construções em áreas supostamente já degradadas.

"O decreto está suspenso até o fim do estudo de revisão do plano de manejo da região, que foi concluído em Ilha Grande e está em andamento na parte continental da APA de Tamoios", disse Marilene. A secretária justificou que a pousada Sankay, onde morreram 3 das 32 vítimas do deslizamento na Enseada do Bananal, estava ilegal porque foi construída em 1992, antes do Plano Diretor em vigor, de 1994, que instituiu o zoneamento da APA de Tamoios.

A secretária disse que não está previsto processo para regularização do licenciamento ambiental dos empreendimentos nas ilhas, pois os técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) priorizam o levantamento "das áreas de possíveis deslizamentos". Ontem, duas equipes percorreram Ilha Grande para detectar riscos.

Diante da resistência da população em ser removida, o prefeito Tuca Jordão (PMDB) anunciou que pode adotar medidas paliativas em áreas de risco, como a instalação de pluviômetros. Também usará sirenes para alertar a população em caso de riscos de deslizamento.

REMOÇÕES
A prefeitura de Angra avalia que 500 construções devem ser removidas em curto prazo. A secretária de Meio Ambiente avaliou que, em médio prazo, 3 mil casas devem ser demolidas. Em Ilha Grande, a estimativa é de retirar 50 casas, a maioria em encostas.

O superintendente regional do Inea na Baía de Ilha Grande, Júlio Avelar, disse que adotará "novo olhar" para o licenciamento de empreendimentos. Ele afirmou que o deslizamento na Enseada do Bananal não pode ser visto como "fatalidade", como afirmou ontem a secretária do Meio Ambiente, pois há oito anos ocorreu o mesmo no Morro do Areal e no bairro de Japuíba. "Existe uma mudança no regime de chuvas e isso tende a piorar. Não dá para deixar por conta do acaso. É preciso cuidar do ordenamento do solo, do enriquecimento da floresta, pois há vegetação empobrecida", disse.

Ontem, a Associação das Pousadas da Enseada do Bananal pediu estudo geológico "não sensacionalista" da área, normalização do fornecimento de luz e instalação de posto médico com serviço de emergência. Eles devem iniciar a restauração das trilhas após a localização do corpo de Roseli Marcelino Pedroso, de 34 anos, ainda desaparecida. Eles não sabem quando as pousadas serão reabertas.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

MINHA VERGONHA SOTERAPOLITANA




Como cidadão de Salvador,estou envergonhado com o que tenho constatado aqui e refletido nacionalmente pelo que nossa população tem aprontado. Além de nossa já conhecida falta de educação,cortesia,habilidade,prudência no trânsito municipal e mais recentemente ter sustentado o título de cidade mais barulhenta da América Latina,e uma das mais do mundo(veja postagem anterior deste link de postagem,ontem cientificamente,estatisticamente e com o testemunho dos garis confirmamos a triste liderança de 7,5 t de lixo acumulado diariamente nas praias da orla,quase o dobro de Recife e Fortaleza e quase 10 vezes mais do que o Rio de Janeiro(870 kg),que possui uma população muito maior e muito mais praia e areia para ocupar em lazer. O que está faltando além dessa gritante falta de respeito a si e aos outros e à Natureza? Será que é só papel do poder público conscientizar um monte de adulto que quando não joga na areia lança ao mar,matando a biodiversidade ali existente,sufocando golfinhos e matando tartarugas que engolem plásticos e latas de cerveja?

Que mundo primitivo é esse em que vivemos numa terra tão linda e que tanto tenho orgulho de defender?Mas assim tá difícil! Meu Deus! Espetinho de queijo coalho,latinhas,cascas de côco...O que custa a essas pessoas levar um saquinho só seu e separar depois levando à lixeira mais próxima?É acomodaçâo,ignorância ou má vontade? Ainda vivemos em uma sociedade em que se joga no meio da rua com o carro em movimento na estrada ou dos ônibus ignorando o risco de acidentes graves e até mesmo fatais! Pelo amor de Deus,pessoal,vamos rever nossas atitudes que começam nos livrando dos vícios em casa!


Veja este artigo do meu amigo Vinícius nos BLOG DO CIDADÃO:

O fiscal disse:




"A imagem da praia em um dia de segunda-feira é horrível, é um deserto, parece um aterro sanitário. Muito lixo e muita casca de caranguejo, os próprios barraqueiros não zelam pelo ambiente".
.
O gari falou:




"Eu me revolto com a própria população que não colabora. Em vez de pegar o lixo e colocar dentro da cesta, joga no chão, na frente da gente mesmo".
.
A turista desabafou:
.


“Acho que é uma vergonha para o Brasil, uma vergonha para Salvador e é um atentado à natureza”.
.


As opiniões acima foram extraidas da matéria exibida no Fantástico (Globo) deste domingo. O resultado da coleta de lixo num trecho de um quilômetro de praia num único dia de fim de semana foi desastroso para a imagem das nossas praias. Salvador foi considerada a cidade mais suja. Foram recolhidos 7,5 toneladas de lixo.
.
FANTÁTSICO DE 10/01/10 DA REDE GLOBO DE TELEVISÃO - Assista a matéria na íntegra: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1441337-5598,00-BANHISTAS+TRANSFORMAM+PRAIAS+BRASILEIRAS+EM+MONTANHAS+DE+LIXO.html





Foto: Welton Araújo/Agência A Tarde


Praia do Porto da Barra numa segunda-feira





Nós Vamos Invadir Sua Praia
Ultraje a Rigor




Daqui do morro dá pra ver tão legal
O que acontece aí no seu litoral
Nós gostamos de tudo, nós queremos é mais
Do alto da cidade até a beira do cais
Mais do que um bom bronzeado
Nós queremos estar do seu lado

Nós 'tamo' entrando sem óleo nem creme
Precisando a gente se espreme
Trazendo a farofa e a galinha
Levando também a vitrolinha
Separa um lugar nessa areia
Nós vamos chacoalhar a sua aldeia

Mistura sua laia
Ou foge da raia
Sai da tocaia
Pula na baia
Agora nós vamos invadir sua praia

Daqui do morro dá pra ver tão legal
O que acontece aí no seu litoral
Nós gostamos de tudo, nós queremos é mais
Do alto da cidade até a beira do cais
Mais do que um bom bronzeado
Nós queremos estar do seu lado

Agora se você vai se incomodar
Então é melhor se mudar
Não adianta nem nos desprezar
Se a gente acostumar a gente vai ficar
A gente tá querendo variar
E a sua praia vem bem a calhar

Não precisa ficar nervoso
Pode ser que você ache gostoso
Ficar em companhia tão saudável
Pode até lhe ser bastante recomendável
A gente pode te cutucar
Não tenha medo, não vai machucar











Prefeitura promete guerra aos barulhentos

 

 João Eça | A Tarde
 
 
 
A operação de fiscalização contra a poluição sonora realizada na última sexta-feira, 8, foi a primeira batalha de uma guerra que promete ser implacável contra os barulhentos da cidade. É o que garante o titular da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), Cláudio Silva. "Salvador vai voltar a ser uma cidade tranquila", promete o gestor do órgão municipal que, no início deste ano, retomou da Superintendência de Meio Ambiente (SMA) a tarefa de fiscalização da poluição sonora.

No final de 2009, a prefeitura publicou a Lei 7.783, que alterou a Lei 7.610/2008 e devolveu à Sucom a responsabilidade de combater os barulhentos, com a criação da Gerência de Fiscalização e Prevenção à Poluição Sonora (Gefip).  

O órgão municipal contabiliza uma média de 30 mil denúncias anuais. Aos sábados e aos domingos, há um aumento de 30%. Já houve fim de semana em que a Sucom contabilizou 500 reclamações. Os aparelhos de sons instalados nos carros respondem por 30% dos casos.

A punição está enquadrada na Lei 5.354/98. No período compreendido entre 7h e 22h, o volume de som não pode ultrapassar o limite de 70 decibéis. Das 22h às 7h, a zoada não pode exceder os 60 decibéis. Nas proximidades dos hospitais, o limite é de 45. Aos infratores, estão previstas notificações de advertência ou multas que variam de R$ 481 até R$ 80.171.

 "A poluição sonora é um problema de saúde pública que fez Salvador ganhar o depreciativo título de cidade mais barulhenta da América Latina, em 2008. Não dá para tratar os infratores sempre de forma harmônica, sem multá-los", argumenta Cláudio.

Os bairros com maior número de denúncias são Boca do Rio, Parque Júlio César, Pernambués, Ribeira, Cajazeiras e Liberdade. O perfil de quem desrespeita a lei do silêncio é  variado, atingindo todas as classes sociais, diz a Sucom.

Disque-denúncia: 2201-6660
Fiscal da Sucom avalia o equipamento de infrator no Parque Júlio César, na Pituba
 
Claudionor Junior / Ag. A TARDE / 8.1.2010
Fiscal da Sucom avalia o equipamento de infrator no Parque Júlio César, na Pituba
 
 
 

 

QUE VERGONHA,MEU POVO! SOMOS CAMPEÕES DA SUJEIRA!

 


Verão... Praia cheia... De lixo!

Foto: Welton Araújo/Agência A Tarde

Praia do Porto da Barra numa segunda-feira
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O fiscal disse:



"A imagem da praia em um dia de segunda-feira é horrível, é um deserto, parece um aterro sanitário. Muito lixo e muita casca de caranguejo, os próprios barraqueiros não zelam pelo ambiente".
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O gari falou:



"Eu me revolto com a própria população que não colabora. Em vez de pegar o lixo e colocar dentro da cesta, joga no chão, na frente da gente mesmo".
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A turista desabafou:
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"Acho que é uma vergonha para o Brasil, uma vergonha para Salvador e é um atentado à natureza".
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As opiniões acima foram extraidas da matéria exibida no Fantástico (Globo) deste domingo. O resultado da coleta de lixo num trecho de um quilômetro de praia num único dia de fim de semana foi desastroso para a imagem das nossas praias. Salvador foi considerada a cidade mais suja. Foram recolhidos 7,5 toneladas de lixo.
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Assista a matéria na íntegra aqui.

Fonte: http://viniciusfactum.blogspot.com/2010/01/verao-praia-cheia-de-lixo.html



domingo, 10 de janeiro de 2010

2010

Pessoal,
 
Segue um maravilhoso material para reflexão sobre onde estamos no Universo e que nos remete a uma condição de humildade pela poeira cósmica que somos face a arrogância de tantos que tem Deus na barriga e humilha o outro.Faz tambem uma reflexão do que devemos ter na consciência de começar ja a mudar hábitos que até o momento lesam o Meio Ambiente que começa em casa,em que vergonhosamente ainda reciclamos menos de 8% do que geramos de lixo que poderia ser retornável como plásticos,metais,vidros e papéis(exceto os orgânicos,tóxicos e hospitalares,por exemplo).
 
Reclamamos de um mundo em que nós somos cúmplices com nossa insistente ignorância e resistência face a gestos tao simples e que nos impõe a responsabilidade enquanto Espíritos que amanhã reencararão novamente em um mundo muito pior para se viver,em que somos tambem responsaveis pelo que causamos,a não ser que comecemos a mudar AGORA.
 
Abraço e boa semana,
 
Este material me foi enviado por Lu,nossa nova amiga do Grupo IRMÃOS DE LUZ.
 
Trajano



Lindas imagens de nosso planeta, e de como pequeninos diante da vastidão do universo... 


2010 É O ANO DE VÊNUS, O PLANETA DO AMOR!!! O Ano Novo é a celebração mais mágica do ano, podemos encerrar algo, escolher outras formas de viver, outras artes, outras pessoas... decidir recomeçar, ousar perseguir um Ideal, um Amor!

Experimento de Ano Novo:

1)imagine numa folha de papel tudo aquilo que te entristece, que tem medo, raiva, mágoa, aquilo de que tem preconceito, apego...pense nas coisas que o mundo teme: a poluição,o clima, a fome, as injustiças, os preconceitos ....

2)embole esse papel na mão

3)abra esse link maravilhoso e imagine soltando a bola de papel em algum lugar.

http://www.youtube.com/watch?v=17jymDn0W6U

4)volte, dê um sorriso  e tenha um 2010 PLENO DE IDÉIAS NOVAS PRA VOCÊ SE DIVERTIR E FAZER DIVERTIR A TODOS QUE ENCONTRAR...SOMENTE ENQUANTO FORMOS MENINOS E MENINAS QUE SE DIVERTEM E APRENDEM, PODEREMOS REFAZER TUDO ISSO...


FELIZ ANO NOVO!!!!








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sábado, 9 de janeiro de 2010

POLUIÇÃO SONORA: TEMOS QUE NOS UNIR CONTRA ELA!

Meus parabens a Prefeitura de Salvador,que pela primeira vez vi pela mída uma ação real e exemplar através da SUCOM,apesar da ignorância da população que apóia o que é errado e agride que lhes defende,veja porque no artigo abaixo:




Por Manoel Trajano


Salvador é considerada uma das cidades mais barulhentas do mundo e está como a Terceira da América Latina segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde.

É sabido a nossa riqueza cultural,étnica,musical e criativa que impera e está no ar que respiramos,mas isso não pode se tornar um desrespeito ao outro,ao direito ao descanso e ao gosto musical alheio. Equipamentos de som "turbinados","envenenados" que desrespeitam e fogem do bomsenso,principalmente nos horários de descanso do cidadão em áreas residenciais,por puro exibicionismo perante a mulherada(pois isso é tipicamente ação dos homens para impressiona-las tais quais o macho se exibe a uma femea quando quer acasalar) nas portas de bares e restaurantes.

Os limites de silêncio a noite nos seus 45 dB são totalmente ignorados e a depender da área se tolera até 70 db(quase o aceitável numa jornada de trabalho diária,80 db,para 8 h,conforme NR-15 no MTB). Trios Elétricos tem seus limites aceitos em 108 dB pela Superintendencia de Controle,Ordenamento do Uso do Solo do Municipio - SUCOM em Salvador,mas o que se vê na prática é Trios das "grandes estrelas" desfilarem com mais de 120,ensurdecendo aqueles foliões alcoolizados que não tem noção do perigo a que estão expostos. Isso vale para shows,principalmente agora no verão no Brasil,na Bahia,em Salvador...

Poluição Sonora é assunto de Meio Ambiente,Saúde e Segurança da Vida,pois pode levar a danos a atmosfera que vivemos,perturbações moleculares de toda ordem e desequilibrio de cadeias alimentares assim como disturbios auditivos,psíquicos e até mesmo emocionais. A diversão pode se tornar motivo de pesadelo diante de uma exposição constante e intermitente. Os jovens principalmente não tem noção do perigo a que estão expostos! Começa na mania descontrolada de uso de fones de ouvido,agora mais com pendrives,telefones celulares,i-pods,mp11,etc.

Mais do que tudo isso o uso e abuso do som alto passa pela mais nobre Declaração do Homem,que é a dos Direitos Universais,conquistada às custas de muito sangue e sofrimento."O meu direito começa quando o seu termina" e vice versa! Ignoramos o outro,não queremos saber se tem alguem dormindo para acordar cedo,se tem alguem morrendo de dor de cabeça,se tem alguem que é obrigado a ouvir pagode quando detesta isso e quer tentar ouvir música clássica,enfim pregamos tanto a liberdade de expressão e ignoramos o nosso semelhante que não conhecemos,mas se fosse seu pai,sua mãe,seu filho,seu irmão,respeitaria?Ah é diferente né?

O pior é a verdade que o povo não sabe,ou sabe e ignora! Muitos fiscais,pais de familia,ganhando mal e se expondo às bocadas,a boca quente,tem sido agredidos verbal e fisicamente,tiros e facadas para defender o equilibrio na cidade,o respeito,o cumprimento da lei que é para proteger você cidadão! Salvador não é Barra,Pituba,Rio Vermelho,Graça,Campo Grande que ja sofrem muito com isso! Isso representa 30% da metrópole. Os bairros carentes são maioria e o bicho pega!

Agora eu pergunto: onde estão os artistas de ponta da axé muisc,do pagode,do samba nessas horas?Além de curtir o muito que ja ganham,estão fazendo o quê para educar,conscientizar,informar o seu público fiel,que compra seus cd,dvd,vão a seus shows na grande maioria classe média e classe baixa que paga caro para suas condições. Carnaval ta chegando e o que não falta são aqueles arrogantes que são amigos do prefeito,do governador,do deputado,enchem a boca. Quem está la embaixo sabe o que sofre por um pouco de alegria.

De uns tempos para cá têm colocado protetores auriculares em alguns blocos para seus cordeiros e segurança interna,mas uma minoria.A verdade é que quem tá la emcima do trio não tá nem aí para quem ta embaixo.Isso vale para os palcos tambem!Mas isso é uma ilusão,pois segundo a Associação Baiana de Otorrinolaringologia em um Seminário que particpei ha uns anos atrás informou que estatisticamente a maior parte dos músicos que ha anos se expõe em cima dos Trios Elétricos ja possuim sérias perdas auditivas e que uma minoria ja possui pelo menos alguma perda considerável.Imagine quem ta embaixo,mesmo que não fique exposto constantemente pois as vezes rola uma paquerinha,uma bebida pra comprar,um sanitario para liberar o eliminado...

Poluição Sonora está ligada a ciência do Ruído,pouco conhecida e difundida no Brasil e ignorada por muindo e aí surge a PAIR - Perda Auditiva Induzida pelo Ruído que passa por perdas relacionadas a volume audível,zumbidos,estampidos,que é material para outro artigo,mas que passa por avaliações da crescente e bela área de Fonoaudiologia.

É bom se atentar para aqueles que procuram seu primeiro emprego,ou ja estão em algum que sempre e cada vez mais estaremos fazendo exames admissionais,periódicos e demissionais que passarão pela audiometria,a medida do quanto você tá ouvindo. Ah,e não adianta botar a culpa na empresa e tentar levar vantagem porque os competentes profissionais dessas áreas saberão diferenciar sua malandragem do que é externo e aí entra seus excessos nas suas baladas e diversões.

Só para encerrar é lamentável ver as pessoas rumando latas de cerveja e vaiando a fiscalizção que está cumprindo seu dever e protegendo você. Isso aconteceu ontem em Salvador numa ação da SUCOM em que equipamentos de som foram apreendidos para proteger você de sua ignorância,caro cidadão!


















O PROBLEMA É ANTIGO
Em 2005 foi noticiado o seguinte:


Lazer e Curiosidades
13/09/2005
0 comentário(s)

Poluição sonora aumenta em SalvadorSalvador: Donos de bares e de carros figuram na lista dos maiores infratores da Lei do Silêncio; este ano, a Sucom já registrou 27.499 queixas.
13/09/2005


ADILSON FONSÊCA

No último final de semana, 363 queixas contra a poluição sonora foram registradas em Salvador pela Sucom (Superintendência de Controle e Uso do Solo do Município). Este ano, até o momento, são 27.499 queixas, com um aumento de 10% em relação a igual período do ano passado. Por causa da resistência de alguns infratores em cumprir a lei, as blitze da Sucom têm sido realizadas com o apoio das polícias Civil e Militar. As denúncias mais freqüentes são contra donos de bares e de carros particulares adaptados com aparelhos sonoros. O ruído invade noites e madrugadas, nos finais de semana, em bairros da área central e da periferia.

De janeiro até 10 de setembro, das 27.499 queixas contra a poluição sonora registradas na Sucom, 9.248 foram contra bares, 7.169 contra veículos particulares e 3.202 contra residências. Até agora, apenas 1.808 notificações foram expedidas, incluindo aí os proprietários de veículos particulares, e 1.014 infratores foram autuados. As blitze resultaram ainda em 143 apreensões de equipamentos e 50 embargos de estabelecimentos.

Os bares figuram em primeiro lugar nas infrações, seguidos de veículos particulares, residências e igrejas. Na relação dos locais de maior barulho na cidade estão os bairros da Pituba, Brotas, Boca do Rio, Liberdade e Periperi. O volume de queixas, este ano, fez com que a Sucom reforçasse a equipe de 26 fiscais com 21 novos funcionários e requisitasse cada vez mais o apoio das polícias Militar e Civil para realizar as notificações, autuações, embargos e apreensões de equipamentos de som.

DESAFIO " Em alguns casos, nem mesmo a presença da polícia inibe a ação dos infratores, como bem explicou o gerente de fiscalização ambiental da Sucom, Marcos Pimentel. No último final de semana, a festa no Aldeia Beach, na sede de praia do Esporte Clube Vitória, em Armação, não pôde ser interrompida, apesar do flagrante desrespeito à Lei do Silêncio. O local foi autuado, mas não pôde ser embargado e ter os equipamentos de som apreendidos porque não havia policiamento suficiente para garantir a ação dos fiscais, que se sentiram ameaçados.

Agindo em diversos pontos da cidade, os infratores contam a favor com o fato de que só podem ser autuados e notificados em caso de flagrante. Por isso, em muitos casos, fogem antes da chegada dos fiscais da Sucom, gerente de fiscalização ambiental da Sucom diz que a situação em Salvador ainda não fugiu do controle, mas admite que é cada vez mais difícil determinar previamente um local para realizar a fiscalização, porque os infratores, principalmente os que se utilizam de veículos particulares, conseguem escapar do flagrante e, por isso mesmo, não são autuados. A lei só permite a autuação e apreensão dos equipamentos em casos de flagrante.

Moradores reclamam

Na Boca do Rio, a dentista Adriana Dominguez, 34 anos, moradora da Rua Jacaraci, está liderando um abaixo-assinado para ser entregue ao Ministério Público contra a casa de show Espetáculo, que funciona nas dependências da sede de praia do Esporte Clube Bahia. Segundo a dentista, no último final de semana, os shows no local duraram das 13h até 1 da manhã. "A gente não dorme, não trabalha e fica estressada", disse.

A Sucom disse que autuou o estabelecimento e vai suspender os próximos shows porque o local não possui alvará para funcionar com esse tipo de atividade. O mesmo procedimento vai ser adotado com a Aldeia Beach, na Praia de Armação, que tem um show programado para o próximo dia 2, mas que, segundo a Sucom, o evento só será realizado se a casa instalar revestimentos acústicos para evitar que o barulho se propague para a vizinhança.

"Ninguém agüenta mais as festas aqui em Armação nos finais de semana. É um barulho ensurdecedor. Nós, que moramos na Rua João Mendes da Costa Filho e trabalhamos arduamente durante a semana, não temos o sagrado direito ao descanso nos domingos", queixou-se o morador Nelson Santana. O cardiologista Alexander O"Hara, morador da Rua Desembargador Manoel Pereira, no Costa Azul, que também se queixa dos problemas causados pela poluição sonora, diz que a exposição contínua ao barulho causa danos ao organismo, como a diminuição da resistência imunológica, o aumento dos riscos de enfarte e de infecções e o aumento dos distúrbios emocionais.

Câmeras inibem os infratores

O Posto Namorado, na Pituba, foi durante anos o local escolhido como cenário de verdadeiros duelos entre carros com equipamentos de som de alta potência. De tanto receber queixas dos moradores vizinhos, a administração do estabelecimento resolveu cumprir à risca a Lei do Silêncio e não mais permite que os proprietários dos carros abram o volume.

A gerente do posto de combustíveis, Carmem Pedreira, providenciou a instalação de câmeras no estacionamento para flagrar os condutores de veículos que desobedecerem à determinação. "Eles têm olheiros e se escondem quando vêem a chegada dos fiscais ou da polícia", diz.

As câmeras registram as placas dos veículos infratores. O filme é depois enviado para a polícia e para a Sucom, como prova material da infração. A medida resultou na diminuição da clientela, mas a gerente do posto diz que a qualidade no atendimento ao público melhorou. Na Avenida Tancredo Neves, o único posto de gasolina também resolveu adotar a proibição e não mais permite os veículos sonorizados estacionados no local.

A mesma ação adotou a administração do Empório Arvoredo, na Avenida Jorge Amado, na Boca do Rio, que afixou logo na entrada o aviso proibindo que se ligue o som nos veículos. Alguns barraqueiros também já começaram a adotar essa prática. É o caso da barraca Ar Livre, no Imbuí, que afixou avisos de proibição de som. "Os clientes até que gostam, pois podem beber e conversar sossegados", disse Arlindo Moreira Brito, que administra o local.

Saiba mais

O que diz a Lei

A Lei do Silêncio (nº 5.354/98), em Salvador, tem sete anos de promulgada. Determina que, das 7 às 22 horas, o limite de som mecânico (uso de equipamentos sonoros) não pode ultrapassar os 70 decibéis. Das 22 às 7 horas, esse limite cai para 60 decibéis. Neste nível, o som equivale a uma conversa normal entre duas ou mais pessoas, sem a interferência de outros sons ambientais. Para quem infringir essa lei, a multa varia de R$ 500 a R$ 30 mil, apreensão dos equipamentos e cassação do alvará de funcionamento.


Níveis sonoros na lei municipal
70 decibéis - das 7 às 22 horas
60 decibéis - das 22 às 7 horas
OBS: para o Código de Polícia Administrativa, Lei nº 5.503/99 (Artigo 117, Parágrafo 2º): os locais de cultos religiosos não podem ultrapassar os limites sonoros da lei.

Audição fica prejudicada

A capacidade auditiva de um indivíduo pode limitar-se a 60%. Todavia, por ser ele ainda capaz de ouvir a própria voz e certos barulhos rotineiros, não se preocupa com a surdez. A perda total de audição pode acontecer se a pessoa fica sujeita diariamente, durante oito horas seguidas, a sons com intensidade superior a 85 decibéis, como os registrados em discotecas e aeroportos.

DANOS AOS OUVIDOS

Até 60 decibéis (db), que é o permitido por lei, a uma distância de até dez metros, o som equivale ao de uma conversa normal em ambiente fechado ou ao som ambiente de um rádio ou televisão.


Ruído de 140 decibéis (db) pode destruir totalmente o tímpano, provocando o que se denomina "estouro do tímpano". Equivale à decolagem ou à aterrissagem de um avião a jato a menos de 100 metros de distância.


Quando o ruído atinge 100 db, pode causar o "trauma auditivo" e a conseqüente surdez. Equivale ao som de uma discoteca ou boate.


Ao nível de 120 db, além de lesar o nervo auditivo, provoca, no mínimo, zumbido constante nos ouvidos, tonturas e aumento do nervosismo. Equivale ao som de um trio elétrico a menos de dez metros de distância.

CAMPEÕES DO RUÍDO

Bairro nº queixas
Pituba 932
Brotas 589
Boca do Rio 462
Liberdade 421
Pernambués 410
São Caetano 349
Itapuã 303
Federação 297
Periperi 288
Rio Vermelho 278
Massaranduba 268
Cosme de Farias 263

OS PRINCIPAIS POLUIDORES

Tipos nº queixas
Som de bares 9.248
Som de veículos 7.169
Residências 3.202
Outros 1.445
Igrejas/cultos 1.357
Barracas 1.132
Total de ocorrências - 27.499

Fonte: Sucom (Superintendência de Controle e Uso do Solo de Salvador)







Carros da Transalvador vão ter aparelho que mede o volume de som do ambiente
9/1/2010
Fonte: ibahia


Às sextas-feiras é comum as pessoas se encontrarem com os colegas após o expediente do trabalho. Além da bebida e dos petiscos, o som alto costuma completar o encontro. Foi por conta desse terceiro elemento, que um dos pontos tradicionais em Salvador para o chamado happy hour foi interrompido nesta sexta (8) por fiscais de combate à poluição sonora.

Um homem foi flagrado na rua próxima à Casa do Comércio com som 30 decibéis acima do permitido para o horário, que era de 70 decibéis. Durante toda a fiscalização o clima foi de tensão. Somente após 40 minutos de negociação o motorista entregou o equipamento de som. Outros dois aparelhos foram apreendidos e três veículos multados.

Salvador foi apontada como uma das cidades mais barulhentas da América Latina no último levantamento feito pela Organização Mundial de Saúde (2008). A cada mês a prefeitura recebe 2.500 queixas de poluição sonora. Muitas são feitas por moradores insatisfeitos com o barulho.

Além de pagar multa que varia de R$ 481 a 80 mil para ter de volta o som apreendido, o 'barulhento' tem que participar de uma palestra educativa.

A partir de fevereiro viaturas da Transalvadar vão ter o decibelimetro, aparelho que mede o som do ambiente. Se houver excesso os agentes de trânsito vão poder apreender equipamentos de som e aplicar multa.

“Os infratores também terão que assinar um termo de compromisso de que se transformarão em agentes multiplicadores contra a poluição sonora”, completa o Superintendente da Sucom, Claúdio Silva.









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