sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

CURSO BÁSICO DE FAUNA MARINHA EM ARRAIAL DO CABO




CURSO BÁSICO DE FAUNA MARINHA EM ARRAIAL DO CABO
Local:
Arraial do Cabo, RJ

Data: 25 a 27/02/2011 (6ª à noite a domingo)

Carga horária: 28h

Conteúdo: fundamentos de Biologia Marinha; introdução à zoologia; avistagem e identificação de animais marinhos (taxonomia); noções de ecossistemas costeiros; biodiversidade marinha; conservação dos oceanos.

Programação: 
25/02 – 6ª – 19h – aula teórica
26/02 – Sáb. – Mergulhos* (Praia do Forno) para identificação de fauna marinha + Visita técnica ao Museu Oceanográfico
27/02 – Dom. – Mergulhos* (Prainha) para identificação de fauna marinha e comparação com as avistagens do dia anterior

* Os mergulhos utilizados no curso são com máscara, snorkel e, se possível, nadadeiras. Não é necessário curso ou experiência prévia.


Praia do Forno - Arraial do Cabo

Investimento: R$ 270,00 (2 x de R$ 135,00 até 18/01/2011)
Para ex-alunos: R$ 240,00

ATENÇÃO: moradores de Arraial do Cabo e arredores (que não forem precisar de hospedagem) têm desconto! Informações por e-mail (naturaulas@gmail.com).

Itens incluídos:
- 2 diárias de hospedagem;
- 2 cafés da manhã;
- ingresso do Museu;
- Aulas;
- Certificado;
- CD-Rom com material didático;
- Brinde Mimos Marinhos.

Professores:
Cesar Bernardo: mestrando em Ensino das Ciências (Química), pós-graduado em Biologia Marinha e Oceanografia, biólogo, professor de Biologia e Química, Coordenador do Curso Técnico, Médio e Pós Médio do Instituto Martin Luther King.

Suzana Ramineli: mestranda em Ciência Ambiental, pós-graduada em Biologia Marinha e Oceanografia, pós-graduanda em Planejamento e Gestão Ambiental, bacharel em Comunicação Social e Coordenadora de Projetos Ambientais e Eventos da Escola de Mergulho Brazil Divers.

Inscrições:
- À vista:
Depósito de 270,00 no Banco Real (ou Santander, caso já estejam unificados) – Banco 356 – Ag. 0453 – Conta corrente 6719842-4 – Favorecida: Suzana Muniz Ramineli. Até 21/01/2011.
OU
- Parceladas em 2 x sem juros:
2 depósitos de R$ 135,00 no Banco Real (ou Santander, caso já estejam unificados) – Ag. 0453 – Conta corrente 6719842-4. O 1º até 18/01/2011 e o 2º até 18/02/2011.
Em qualquer opção, enviar comprovante de depósito por e-mail (naturaulas@gmail.com) com: nome, telefone, idade, profissão, instituição e como soube do curso. Esse envio é fundamental para a confirmação da inscrição.

Vagas limitadas. Inscrições abertas.

Informações: naturaulas@gmail.com

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www.naturaulas.blogspot.com





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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

LETRAS QUE MARCAM: QUE VENHA 2011!

LETRAS QUE MARCAM: QUE VENHA 2011!: "Um Novo Tempo Composição: Paulo Sérgio Valle/ Marcos Valle/ Nelson Motta Hoje, é um novo dia De um novo tempo que começou Nesses novos dias..."

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Saiba por que 2010 foi um ano de vitórias.



Conseguimos ótimos resultados em 2010.
E você tem tudo a ver com isso.

Obrigada por apoiar o nosso trabalho em 2010, que foi um ano de grandes vitórias. Nossos projetos nos principais biomas brasileiros estão gerando cada vez mais desenvolvimento sustentável e conservando regiões da Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e Amazônia.

Um exemplo notável é o trabalho de conservação de nascentes
e recuperação de solo nas cabeceiras do rio Cabaçal,
no Mato Grosso. O Cabaçal é um dos responsáveis pelo abastecimento de água no Pantanal, região de rica biodiversidade. Com a parceria e a participação das comunidades, prefeitura, universidades e voluntários locais, estamos provando que
é possível alçar voos mais altos e realizar ações que
geram resultados.

Por essa e várias outras conquistas, em 2010 conseguimos ficar bem mais perto do nosso objetivo: contribuir para a construção
de uma sociedade que utiliza os recursos naturais de forma responsável.

O ano que está chegando será ainda melhor, com toda a certeza. Ainda mais contando com a sua ajuda.

Em nome de toda a equipe WWF-Brasil, desejo a você e a
sua família um 2011 muito feliz!

BIODIVERSIDADE

Lobo-guará: belo, solitário e ameaçado.

Maior canídeo da América do Sul, o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é um animal típico do Cerrado. Pode atingir até
1 metro de altura e pesar 30 quilos. É encontrado no Brasil e
em regiões da Argentina, Bolívia, Paraguai, Peru e Uruguai.

Altivo, esguio e elegante, também é conhecido como lobo-de-crina, lobo-vermelho, aguará, aguaraçu e jaguaperi, todos nomes inspirados em sua bela pelagem laranja-avermelhada. Na natureza, vive cerca de 15 anos. A cada gestação, de pouco mais que
2 meses, nascem em média 2 filhotes. Alimenta-se de pequenos animais e frutos variados do Cerrado. O lobo-guará é tímido, solitário e praticamente inofensivo. Prefere manter distância dos humanos, mas a fragmentação do seu meio ambiente faz com
que muitos deles tenham que deixar seus refúgios para se
alimentar e reproduzir, tornando-se vítimas de automóveis e caçadores, por exemplo.

O WWF-Brasil está retomando suas atividades no Cerrado, onde promoverá a ampliação e a efetivação de parques nacionais e outras unidades de conservação, bem como atividades produtivas que reduzam os impactos e promovam a recuperação da flora e da fauna nativas deste bioma, que é a formação com savanas mais rica em vida no planeta.

NOTÍCIAS
23.11 • Bilhões de toneladas de gases do efeito estufa podem ser lançadas na atmosfera.
Se as alterações no Código Florestal Brasileiro forem aprovadas, o equivalente a 25,5 bilhões de toneladas de gases do efeito estufa podem ser lançadas na atmosfera. Leia mais.
26.11 • A certificação já é uma realidade no campo.
A vida de produtores no Acre está mudando com o programa
de certificação de propriedades rurais que tem o apoio do
WWF-Brasil. Eles recebem treinamento, apoio técnico e
incentivo financeiro para que suas atividades sejam feitas
de forma sustentável. Leia mais.
24.11 • Nasce um movimento de proteção no Pantanal.
A comunidade do rio Cabaçal, com apoio do WWF-Brasil,
está revertendo o quadro de destruição dos recursos naturais
da pequena cidade e devolvendo ao município o título de
Paraíso das Águas. Leia mais.
MAIS NOTÍCIAS


Faça sua doação extra agora!.
 
DOAÇÃO EM AÇÃO

Ótima notícia! O Parque Estadual Restinga
de Bertioga, em São Paulo, está oficialmente criado. O decreto, assinado pelo governador Alberto Goldman, foi publicado em 10 de dezembro passado no Diário Oficial do Estado
de São Paulo. Com 9,3 mil hectares, a mais nova área protegida de São Paulo abriga rios, espécies ameaçadas e exclusivas, e será um espaço dedicado ao ecoturismo, lazer e educação ambiental para os brasileiros. Além disso, forma um "corredor ecológico" que interliga regiões litorâneas à Serra do Mar.

O WWF-Brasil vinha lutando há bastante
tempo por essa iniciativa. Foram mais de 5 mil assinaturas a favor do bloqueio de atividades
que degradavam o meio ambiente.

Obrigado aos nossos afiliados, que foram decisivos nessa vitória.

DOAÇÃO EM AÇÃO
Amazônia. Muito já foi feito, muito mais há por fazer.

A preocupação do WWF-Brasil com a Amazônia
é proporcional à sua importância para a biodiversidade do planeta. Nossa estratégia
para a região inclui, entre vários outros projetos, as unidades de conservação, o apoio ao
Programa Áreas Protegidas da Amazônia
(Arpa) e as iniciativas que promovem o desenvolvimento sustentável.

O Arpa iniciou sua 2ª fase e teve um balanço feito pelos parceiros no Programa: MMA, Funbio, WWF-Brasil, Banco Mundial, KfW e GTZ (a cooperação técnica alemã). Dentre os principais resultados obtidos com o nosso apoio, temos 63 unidades de conservação, sendo 30 delas de uso sustentável. Todas juntas totalizam 34 milhões
de hectares. Foram investidos R$ 114 milhões
na criação e consolidação de unidades de conservação e arrecadados R$ 70 milhões
para o Fundo de Áreas Protegidas (FAP).

Ajude o WWF-Brasil a conservar a natureza amazônica. Faça uma doação extra.

DOE AGORA!


MOBILIZE-SE

Encante-se com uma enorme variedade de aves de grande beleza e hábitos interessantes.
Clique aqui e baixe agora o Guia de Aves Mata Atlântica Paulista, uma ajuda valiosa tanto para quem é observador iniciante quanto para quem
já tem experiência no assunto.

E aqui vai uma ótima dica para as férias: a observação de pássaros nos parques estaduais de São Paulo. Um dos locais mais interessantes para esta atividade é o Parque Estadual Serra
do Mar – Núcleo Picinguaba, no município de Ubatuba, que tem um centro de observação de aves. Nos parques é possível adquirir a versão impressa do guia por apenas R$ 10,00.

Mais informações sobre o Parque Estadual Serra do Mar – Núcleo Picinguaba podem ser obtidas
na página da Fundação Florestal do Estado
de São Paulo
.


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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O Filme que todos temos que assistir e divulga-lo !!!(LIGUE O SOM)







 

  O Filme que todos temos que assistir e divulga-lo!!
 
Uma das maiores empresas de marketing do mundo, resolveu passar uma mensagem para todos, através de um vídeo criado pela TAC (Transport Accident Commission) e que teve um efeito drastico na inglaterra.

Depois desta mensagem, 40% da população da inglaterra, deixaram de usar drogas e se alcoolizar pelo menos nas datas comemorativas, não temos este tipo de iniciativa aqui no Brasil. Espero que todos assistam, mesmo que não se alcoolize ou usem algum tipo de drogas, e que reflitam e passem para os seus contatos. Orientem seus filhos, sobrinhos, amigos etc..

Link do video :

http://www.youtube.com/watch?v=Z2mf8DtWWd8



 Enviado por Maria Luíza/BA
 

Visite http://ceianet.blogspot.com
           http://segurancadotrabalhoedavida.blogspot.com 
 



sábado, 18 de dezembro de 2010

ENTREVISTA COM ANDRÉ TRIGUEIRO


"Nenhum desenvolvimento é possível se não for sustentável"

dez 17, 20100 Comentáriospor Rafaella Amata

Para falar sobre o conceito de sustentabilidade, convidamos um dos jornalistas ambientais mais conceituados do Brasil, André Trigueiro. Super respeitado, Trigueiro coleciona títulos, prêmios, homenagens, basta passar por seu site Mundo Sustentável para conferir.

Um dos pioneiros nos temas sustentáveis, Trigueiro é Editor-chefe do programa semanal "Cidades e Soluções"exibido desde de 2006 na Globo News. O perfil do programa é trazer iniciativas que já dão resultado e podem ser aplicadas no Brasil.

Trigueiro também é comentarista da Rádio CBN (860 Kwz), onde apresenta aos sábados e domingos o quadro "Mundo Sustentável. É professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ, autor do livro Mundo Sustentável – "Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em transformação", Coordenador Editorial e um dos autores do livro "Meio Ambiente no século XXI".

Em entrevista exclusiva para o Greenvana Style, Trigueiro fala sobre sustentabilidade:

Greenvana Style – As pessoas têm usado as palavras sustentabilidade e sustentável para tudo. O que você pensa disso e o que considera a verdadeira sustentabilidade?

André Trigueiro – Em primeiro lugar, acho que é um processo natural decorrente do avanço da consciência, da maturidade da civilização, no sentido de perceber o que hoje cada um denomina por sustentabilidade é um predicado importante para qualificar projetos, sejam eles projetos governamentais, empresariais, do terceiro setor ou acadêmicos, em qualquer ordem de grandeza.

Esse é um bom problema. É melhor que todo mundo esteja falando de sustentabilidade, ainda que de forma, em boa parte dos casos, imprópria, do que esse assunto não ser considerado relevante. Eu entendo que é um papel principalmente dos profissionais de comunicação, dos jornalistas, porque a gente trabalha nessa área com o significado das palavras, das expressões, do que as pessoas querem dizer.

Também é um resultado das eventuais fraudes na área do marketing, da impropriedade de uma determinada empresa de qualificar seu projeto como sustentável – quando na verdade há descolamento entre o que ela diz fazer e o que ela de fato faz. Isso tudo faz parte de uma sociedade democrática com imprensa livre, ministério público atuante, organizações não governamentais igualmente ativas.

Existem empresas no Brasil e no exterior que usam indevidamente o termo sustentável para adjetivar o projeto. E elas correm um risco enorme quando não usam esse adjetivo com propriedade. Particularmente eu tenho tanto respeito pelo termo que eu diria o seguinte: eu não acredito realmente que a gente possa qualificar de sustentável a maioria absoluta dos projetos.

Eu acho que é o norte magnético de uma bússola que aponta em uma direção. Mas eu não conheço nenhuma empresa 100% sustentável, nenhuma universidade 100% sustentável, nenhum país, estado ou cidade sustentável.

Eu acho que estamos todos a procura do melhor desempenho, do menor consumo de matéria prima e energia, da forma mais inteligente de realizar qualquer tipo de processo nesse planeta que reduza drasticamente os impactos ambientais. Me parece que ser sustentável significa o esforço que todos nós precisamos realizar para gerarmos menos impacto.

GS – Qual é a importância de adotarmos novas atitudes de consumo mais conscientes?

AT – Sobrevivência. Estamos falando de um mundo onde os recursos naturais não renováveis estão sendo depredados, onde a população cresce a uma taxa de 200 mil novos habitantes por dia, onde as pessoas que se declaram consumistas não percebem o equívoco que é acumular bens, achando que a felicidade se resume em possuir. Cada bem que você adquire, é um pedacinho da natureza que você leva para sua casa.

E o planeta é um só, os recursos são finitos. Quem coleciona bens, coleciona meio ambiente dentro de casa. E isso é grave porque quando se acumula há a geração de escassez. É um mundo onde todos nós estamos instigados a achar que, para sermos bem sucedidos, precisamos ter o estilo de vida americano. A sociedade de consumo não é sustentável. Ela não gera prosperidade para todos. Ela gera opulência para poucos, pobreza e exclusão para muitos e o esgotamento da Terra, o esgotamento dos recursos naturais não renováveis.

GS – É possível haver uma harmonia entre economia e ecologia?

AT – Não é possível haver harmonia de uma forma geral e ampla sem o empreendimento da economia com a ecologia. Nenhum desenvolvimento é possível se não for sustentável. Não é possível imaginar um modelo de desenvolvimento que não tenha na sustentabilidade o seu eixo principal. Isso é tão verdade que no Brasil o Ministério da Agricultura e do Meio Ambiente vivem se bicando.

Os ambientalistas acham que a agricultura avança de forma irresponsável e a agricultura acha que os ambientalistas atrapalham o desenvolvimento e progresso do país.

Os britânicos resolveram isso criando apenas um Ministério para colher as duas pastas. Lá, existe o equivalente ao Ministério da Agricultura e Ministério do Meio Ambiente daqui, a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente. É uma pasta só. Porque não é possível imaginar uma agricultura forte sem o meio ambiente saudável. E o meio ambiente saudável propicia as melhores condições de produtividade no campo.

Então, é falsa a tese de que o desenvolvimento atrapalha o meio ambiente e que o meio ambiente atrapalha o desenvolvimento. Essa discussão está superada. Não tem como gerar economia, ou seja, geração de emprego e renda e produção de riqueza, sem se preocupar com sustentabilidade.

GS – Você acha que as pessoas estão ficando mais conscientes sobre os problemas ambientais?

AT - Não tenho dúvidas. As campanhas eleitorais começaram a ter os candidatos mais preocupados em falar do posicionamento deles sobre esse assunto. A última campanha foi emblemática nesse sentido. A Marina Silva pela primeira vez se ofereceu a ser candidata a presidente e recebeu 20 milhões de votos.

No setor privado, a maioria das grandes empresas do mundo não se descuida e vai além do que a legislação ambiental recomenda, porque é uma questão de mercado, que é muito exigente. As pessoas passam a querer certificação, o selo verde.

Empresas com um bom posicionamento na área ambiental têm maior lucro. Também existem as tradições religiosas com seus porta vozes procurando explicar, segundo suas crenças, qual a resposta que cada religião dá para a crise ambiental. Então eu não tenho nenhuma dúvida de que este é um assunto que ganha prestígio e importância ao longo dos anos.

GS – Como você vê a importância da mídia nesse processo?

AT – Eu acho que a mídia tem que fazer o que sempre fez, mas com maior sensibilidade na área ambiental. O que a mídia precisa fazer é o papel dela, denunciar o que está errado e ser vitrine de boas práticas e de boas experiências.

A minha percepção é de que, também na mídia, temos uma qualificação dos profissionais. Existe mais gente preocupada em cobrir melhor esse assunto, tem mais espaço no jornal, no rádio, na TV, na Internet para falar disso.

Esse espaço precisa ser ocupado porque há demanda. As pessoas querem ouvir mais, querem saber mais sobre, porque não é um assunto qualquer. A gente está falando de qualidade de vida, de sobrevivência do planeta, de inteligência no uso dos recursos.

É um assunto que diz respeito a perspectiva de sermos felizes num planeta que é a nossa casa. Não tem plano B, não tem um foguetão para levar todo mundo embora se aqui ficar esquisito. A gente tem que saber viver aqui respeitando as leis que regem a vida e o universo.

E a gente tem que saber usar conhecimento e tecnologia para, com inteligência, não transformar um lugar maravilhoso que é esse planeta, em um lixão, um lugar contaminado, com ar poluído, com terra desértica e infértil e com água contaminada.

Eu digo no meu site, Mundo Sustentável, que o meu entendimento de um jornalismo focado no meio ambiente é aquele que tem a capacidade de denunciar o esgotamento desse modelo.

Curtiu? Quer mandar alguma mensagem para o jornalista André Trigueiro. Envie seu comentário.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

UTILIDADE PÚBLICA:Contra o aumento nos salários do presidente da República, ministros e parlamentares. Dezembro/2010



Amigos,

    Acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online:
    «contra o aumento nos salários do presidente da República, ministros e parlamentares. Dezembro/2010»

    Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que também concordaras.

    Assina o abaixo-assinado aqui http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2010N4596 e divulga-o por teus contatos.

Obrigado.


Att.

almiro leal
almiroleal@gmail.com
(75) 8808-5706
http://meadiciona.com/almiroleal

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

VERGONHA!!!

15/12/2010 às 17:04
  | ATUALIZADA às 21:52 | COMENTÁRIOS (5)

Senado aprova salário de R$ 26,7 mil para parlamentares

Agência Estado

André Dusek/AE
Parlamentares dão as costas para opinião pública e se concedem reajuste em índices acima da inflação
Parlamentares dão as costas para opinião pública e se concedem reajuste em índices acima da inflação

Em uma votação relâmpago, o Senado aprovou nesta quarta-feira, 15, o projeto que concede aumento de 61,83% no salário dos próprios senadores e dos deputados federais, de 133,96% no valor do vencimento do presidente da República e de 148,63% no salário do vice e dos ministros de Estado. A proposta foi aprovada no inicio da tarde pelos deputados e não aguardou nem uma hora para ser votada pelos senadores.

O projeto iguala os salários de deputados e senadores, do presidente da República, do vice e dos ministros. Todos eles passarão a receber R$ 26.723,13 por mês, mesmo valor do salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e que serve como teto do funcionalismo público. O novo salário entrará em vigor em 1º de fevereiro de 2001.

Apenas a senadora Marina Silva (PV-AC) e o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) se manifestaram contra a proposta. Marina acha injusto os parlamentares receberem reajustes muitas vezes superiores aos dos demais servidores públicos do País. Já o tucano defendeu que o reajuste deveria implicar na extinção da perda da verba indenizatória de R$ 15 mil que cada um deles recebe mensalmente para custear gastos no exercício do mandato nos Estados.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Em Santo Antônio de Jesus-Ba...







S. A. JESUS: POLíCIA RESGATA 11 ANIMAIS SILVESTRES

20:30:44

Foto: Daiane Dórea / Infosaj

A Polícia Civil resgatou nesta terça-feira (14) 11 animais silvestres criados ilegalmente em uma casa na cidade Santo Antônio de Jesus, no recôncavo baiano. Os policias encontraram duas araras azuis, um papagaio e oito canários da terra, além de um tucano, que fugiu no momento da apreensão. Segundo o delegado ambiental, Cristovão Oliveira, responsável pela operação, três pessoas foram encaminhadas à delegacia e responderão por criação ilegal de animais silvestres. Eles, que poderão pegar até dois anos de cadeia, assinaram um termo de compromisso e foram liberados.





sábado, 11 de dezembro de 2010

[IRMÃOS DE LUZ] [via irmaosdeluz] Entrevista André Trigueiro em Salvador



 
 

Entrevista concedida a jornalista Liliana Peixinho, antes da palestra ESPIRITISMO E ECOLOGIA, realizada dia 27.11.2010, às 14 horas, no Auditório da Escola Politécnica da Bahia, a convite da Sociedade Espírita O Semeador. 

 

"CADA UM PODE CONTRIBUIR PARA UM NOVO MODELO DE DESENVOLVIMENTO", DIZ, NA BAHIA, O JORNALISTA E PROFESSOR ANDRÉ TRIGUEIRO

 

Numa entrevista exclusiva, na Bahia, o jornalista, escritor e professor André Trigueiro, idealizador do Programa  "Cidades e Soluções", apresentado na Globo News e Canal Futura,  fala sobre Ciência pra que e pra quem, e por que?, critica práticas empresariais ditas sustentáveis, sem ser. Comenta a proposta de criação de um movimento em favor da retirada sustentável dos recursos, respeitando a capacidade de suporte dos ecossistemas", defendido durante a Conferencia de Nagoya. Considera que no jornalismo, na comunicação " é preciso que cada um, com suas ferramentas metodológicas, com sua visão de mundo, possa contribuir para um novo modelo de desenvolvimento". Que entende jornalismo como duas frentes de trabalho que não se excluem, pelo contrário, são complementares: denunciar o que esta errado, sinalizar os rumos, as saídas, as alternativas, opções inteligentes em favor da vida.

Como pessoa e profissional antenado mostra-se otimista ao considerar que "Estamos hoje melhor do que já estivemos, em todos  os aspectos: espaço ocupado na mídia, qualidade das pessoas que estão fazendo uso da palavra e da escrita para expressar o que é a noticia. E estaremos, no futuro, se Deus quiser, melhor do que  estamos hoje. Mas capacitados para falar desses assuntos com a sua devida ordem de grandeza".

Condenou determinadas práticas midiáticas ao dizer que "sensacionalismo não combina com jornalismo ético, e de credibilidade". Com uma visão de mundo moderna, com práticas pessoais internalizadas, usando roupas simples, como uma bata de algodão durante palestra realizada em Salvador, a convite da Sociedade Espírita "O Semeador", Andre mostrou todo o tempo  um semblante tranqüilo, e usou o humor crítico, irreverente e inteligente para criticar ou fazer observações sobre comportamentos de consumo (eu só uso álcool no carro, não quero nem ver o preço). Observei muito shoppings Center em Salvador. Levando o público ao delírio, arrancando muitas risadas  o recado foi sério " Não é possível mais nos acostumarmos ou introjetarmos na nossa cultura certos hábitos, comportamentos, ou padrões de consumo, que são potencialmente danosos à vida".

Com tapa de luva condenou o falso discurso de grandes corporações ao dizer " Não é correto, do ponto de vista da informação com credibilidade, usar o termo sustentável como adjetivo de tantos empreendimentos imobiliários, bancos, postos de gasolina, supermercados, companhias petrolíferas ou de mineração, dizendo que é sustentável. É é uma ova. E ai a gente está aqui para dizer porque não é. E esse debate é muito rico e fecundo.

Questionado pela colega jornalista sobre  que modelo estamos a perseguir, construir. O professor Trigueiro foi taxativo " Esse modelo não existe. E o grande desafio é esse. A gente está tendo que trocar o pneu da bicicleta com a bicicleta andando. A gente não tem esse modelo, estamos descobrindo, fazendo".

O jornalista foi implacável ao defender o papel profissional:  "a gente precisa ter coragem e compromisso em denunciar, em mostrar o que realmente está sendo feito e o que se diz que esta sendo feito".

E foi realista ao explicar que um novo modelo de desenvolvimento para o planeta não se faz dizendo:  "agora vamos acabar com a sociedade de consumo, vamos acabar com a banalização na compra de supérfluos e vamos ter aqui valores altruístas, humanitários, coletivos, socioambientais. Não é assim".  Considera, nesse contexto: "Importante incomodar esse poder dominante. Estamos falando de uma classe política e de uma classe econômica que complementam ou consensuam que não há propriamente algo a ser mudado no que esta ai".  O professor, que criou o primeiro curso de Jornalismo Ambiental na UFRJ lamentou que "A academia hoje não esta preparando economistas para o século XXI. É preciso pensar nisso. São exceções a regra como Eduardo Giannetti da Fonseca, Jose Eloy da Veiga, Sergio Besseman, são alguns nomes de pessoas que estão contra a maré".

Sobre a presença de uma  mulher Dilma Rousseff , de uma presença feminina na presidência do Brasil,  comentou " acho que você pode ser um homem muito sensível, com uma visão feminina prevalente de mundo e de valores e de atitudes,  e você pode ter uma mulher legítima representante da sociedade patriarcal". E torce para que a Dilma possa ter uma nova visão de gestão para o Brasil.

Quanto aos 20 milhões de votos conquistados pela candidata  Marina André Trigueiro disse: " Marina foi o novo. E o novo em que sentido? No sentido dela estar muito bem embasada, muito bem acompanhada. Foi a única candidata das quatro candidaturas mais experientes, a apresentar um programa de governo detalhado e consistente. Portanto, o que ela estava falando estava lastreado em compromisso por escrito. Algo que os dois candidatos não fizeram. E um discurso muito sedutor".Com visão política avançada, independente, e desejando novas  perspectivas de avanço no discurso e práticas sustentáveis projetou desejos: "Eu torço para que nas próximas eleições nem o PV e nem a Marina sejam os únicos porta-vozes desse discurso"

Criador e apresentador do "Cidades e Soluções," programa que ousa e tem compromisso com a Ecocity ,Andre disse que " entendo que nós temos no Brasil a necessidade  de se ver balizar um novo modelo de desenvolvimento. E um pais com a nossa configuração tem toda capacidade de construir, que seja realmente colocando a sustentabilidade como o eixo motivacional. Não é um adereço, não é uma variável digamos um tanto distante do desenvolvimentismo, mas é  tão importante quanto produzir riqueza, tão importante quanto gerar emprego e renda, é  que essas políticas públicas não onerem o passivo ambiental do Brasil, pense um Brasil futuro numa escala de 50  a 100 anos quando a gente fala de matriz energética; que pense em Educação de forma integral".

Para entender a tranquilidade, o jeito doce e equilibrado de um jornalista que vive no mundo, cobrindo meio ambiente de forma transversalizada foi necessário saber um pouco mais da intimidade dessa pessoa. E descobrimos um lado que poucos sabem, conhecem desse jornalista ultra respeitado e com trabalho sendo referencia para outros jornalistas. O lado espiritual totalmente integrado com o seu jeito transparente de ser.  Disse ele:" se eu bem entendo o significado do discurso religioso é de nos religarmos a uma força superior. Todas as religiões tentam nos transformar em pessoas melhores e promovem à vida, na sua plenitude. Uma religião que não seja sustentável é um paradoxo terrível" Com uma visão muito avançada sobre  Espiritismo ele foi fundo na história e nos ensinou que " é uma filosofia espiritualista que tem aspectos religiosos e trás nas suas informações básicas, e isso é interessante porque é uma doutrina que tem 150 anos, modernas assertivas que remetem a um mundo mais solidário e no uso dos recursos naturais, separa o que é necessário do que é supérfluo"

 

Sincronizado com o discurso da sustentabilidade Andre explica que Espiritismo e Ecologia  estão muito juntos  já que "estaremos preocupados não apenas com os filhos e netos, estaremos preocupados com nós mesmos, quando nos afirmamos como recarnacionistas. Quer dizer: a lei do retorno, que o budismo também preconiza, estabelece uma ética que não é só para com o outro é também  um legado que você deixa para os outros, para você.

Provocado sobre o que acha dos cultos de fé cega, alienada e os perigos que isso representa ele foi, como  sempre, muito civilizado: "O mundo, ele é desigual em vários aspectos. Inclusive nas crenças. Questões de fé é de cada um. Quem se identifica com um discurso mais radical, com dogmas rígidos, código moral secreto, quem se identifica, que seja feliz assim. Cada um escolhe o seu caminho, ninguém é obrigado. Você busca o que você tem afinidade. E finalizou sublimando, valorizando " a sinergia entre budismo, judaísmo e diferentes religiões cristãs. Eu, espiritismo, nessa família cristã, na busca  de um mundo melhor e mais justo. De um mundo sustentável"      

 

O JORNALISTA E PROFESSOR ANDRE TRIGUEIRO FALA, NA BAHIA, SOBRE MIDIA, MEIO AMBIENTE, RELIGIAO, POLITICA, CIENCIA, CONFERENCIA DE NAGOYA E COP XVI, EM ENTREVISTA EXCLUSIVA A JORNALISTA E  ATIVISTA SOCIOAMBIENTAL  LILIANA PEIXINHO

 

VEJA O PING PONF – NA INTEGRA

 

 

 

Liliana Peixinho - A gente acompanha o seu trabalho, como professor, escritor, jornalista, que dirige programas importantes em universidades, rádios, TVs, a exemplo do Cidade e Soluções, na Globo News, e observamos seu envolvimento, competência e compromisso com a grande pauta Sustentabilidade. E essa referencia, como pessoa, profissional, nos inspira, nos encoraja e nos mostra desafios e dificuldades para nossos estudos para um jornalismo ambiental, cientifico, ético, informativo, educativo. Nesse contexto, observamos algumas preocupações entre a Academia e o campo, com relação, por exemplo, ao papel da Ciência.  Nesse contexto, como você vê o papel da Ciência na aproximação verdadeira do Homem com o Meio Ambiente, de corpo, espírito e cérebro, antenada com necessidades humanas que não façam da vida um sacrifício, uma carga pesada, mas um prazer?

 

André Trigueiro – Olha, eu não sei, propriamente se a Ciência poderia ser enquadrada, num nincho monolítico, assim. Você tem diferentes áreas de pesquisa, umas mais sensíveis à causa que você esta levantando, de humanizar as Ciências, a Ciência pra que e pra quem, e por que?. E uma Ciência uma pouco mais pragmática, que as vezes, por via não lineares, ajuda a gente, ou a humanidade, a prestar mais  atenção no valor do meio ambiente, da natureza. Vamos dar o exemplo da recente Conferencia de Nagoya, em que pela primeira vez, se apresentou um estudo valorando os serviços ambientais. Por exemplo: quem fez esse estudo estava interessado em que? Em sensibilizar empresários para que corroborarem em favor de um tratado internacional em que se realizasse um movimento em favor da retirada sustentável dos recursos, respeitando a capacidade de suporte dos ecossistemas. Eu vi muita gente, muitos ambientalistas dizendo: mas é possível contabilizar, em valores monetários, quanto vale uma floresta, quanto vale os oceanos, os manguezais, coisa esquisita, economicista ao extremo. Sim, mas é uma contribuição importante para quem está absolutamente desconectado dessa realidade sensorial com o meio ambiente. Esse lado não mercantilista do uso dos recursos naturais comece a se dar conta de que há um limite, há um risco de colapso, sabendo usar não vai faltar, e que precisa sim estimar valores, e que seja por esta porta, por essa via, para que se tenha uma outra atitude em relação a natureza. Então, é preciso que cada um, com suas ferramentas metodológicas, com sua visão de mundo, possa contribuir para um novo modelo de desenvolvimento, que é o que interessa.

L.P -  E, nessa contribuição, como você observa o papel do jornalista, nas seus mais diversos campos de atuação, na transversalizacão sobre a visão  de mundo, para o resgate de valores humanos, espírito solidário, mudança de comportamento com relação ao consumo para um planeta mais cidadão? A academia, por exemplo, discute a necessidade ou não, de editorias especificas sobre Meio Ambiente, Ciência, defendendo a transversalização da informação em todas as editorias, seja em política, economia, esporte, cultura, onde o compromisso com a informação de qualidade possa agregar valores para uma concepção de mundo integrado, solidário, responsável. Então como você observa o compromisso do jornalismo com esse processo? Resgate de valores , de olhar o outro, de se espiritualize para ter a grandeza que o ser humano precisa ter para dizer que vive?

A.T – Eu entendo jornalismo como duas frentes de trabalho que não se excluem, pelo contrário, são complementares: denunciar o que está errado, sinalizar os rumos, as saídas, as alternativas, opções inteligentes em favor da vida. Então a gente nunca vai perder essa perspectiva de denunciar o que é irregular, como malversação de recursos públicos, desrespeito às leis, a presença de criminosos fortemente armados em comunidades de baixa renda, como é a realidade que estamos vivendo, hoje, no Rio. Esse tipo de denúncia faz parte da nossa agenda. Estaremos sempre abrindo caminho para dizer o que não funciona. E, um outro segmento, outra preocupação, que é sinalizar como perspectiva. Eu concordo com a tese de que a gente não precisa de uma editoria de Meio Ambiente. Eu não sou jornalista ambiental, isso me coloca num gueto que não me sinto confortável. A COP XVI, no México, em Cancun, por exemplo, é pauta de que editoria? De Internacional, Economia, Meio Ambiente, Política, ou de todas? De todas!. Então, é um processo. Estamos hoje melhor do que já estivemos, em todos  os aspectos: espaço ocupado na mídia, qualidade das pessoas que estão fazendo uso da palavra e da escrita para expressar o que é a noticia. E estaremos, no futuro, se Deus quiser, melhor do que  estamos hoje. Mas capacitados para falar desses assuntos com a sua devida ordem de grandeza.

LP – O tema, sustentabilidade teve uma abrangência, uma visibilidade muito grande, nos últimos anos, digamos, 10 anos, talvez. Mas, o  termo sustentável ficou muito banalizado e assim, o discurso hoje é algo como: "não adianta eu separar o meu lixo em casa porque lá na porta a prefeitura não faz isso. É perda de tempo". A imprensa, a sociedade,  banalizou tanto, escandalizou tanto os problemas, de forma catastrófica, que é como se o povo estivesse anestesiado. Então, como é que a gente pode contribuir, como jornalistas, educadores, cidadãos, formadores de opinião, para termos uma visão de mundo com olhar integrado? Como podemos, digamos, não desbanalizar o termo sustentável, mas dar a ele a forca que ele precisa ter para se entender que não é o planeta  que está se acabando, é a vida de cada um que precisa ser preservada. E de imediato?

AT – Bom, em primeiro lugar, sensacionalismo não combina com jornalismo ético, e de credibilidade. Aonde há sensacionalismo há perda de credibilidade. Você atende a outros interesses que não o da informação correta. Agora, por vezes, a gente precisa ser alarmista. Eu não vejo uma conotação pejorativa no senso de urgência que algumas notícias precisam sinalizar em relação a inevitável mudança em favor da vida. Então, precisamos, por vezes, dar o alerta. A gente precisa deixar claro que não é possível mais nos acostumarmos ou introjetarmos na nossa cultura certos hábitos, comportamentos, ou padrões de consumo, que são potencialmente danosos a vida. Qual é a palavra chave para isso? É calibragem. E como se faz a calibragem num texto jornalístico, do que você precisa alertar sem desmobilizar as pessoas? Isso não é fácil explicar, é um trabalho do mestre cuca. A comida tem que ter aspectos nutricionais importantes, mas tem que ter sabor. Tem que equilibrar elementos. E isso não é fácil responder, não é fácil dizer como. Mas, eu estou aqui expressando uma vivencia . É um norte magnético para o meu trabalho. A outra questão: eu adoro a palavra sustentabilidade e acho que a gente tem o direito, tal qual se dá com o desenvolvimento sustentável, que não é um conceito fechado, de nos patrulharmos mutuamente para ver como se dá o emprego desses termos ou expressões no dia a dia zelando pelo seu sentido mais puro. Quer dizer, não é correto, do ponto de vista da informação com credibilidade, usar o termo sustentável como adjetivo de tantos empreendimentos imobiliários, bancos, postos de gasolina, supermercados, companhias petrolíferas ou de mineração, dizendo que é sustentável. É, é uma ova. E ai a gente está aqui para dizer porque não é. E esse debate é muito rico e fecundo. Eu usei a palavra pureza, mas não sou propriamente um purista. Mas eu acho que é gostoso viver numa sociedade onde a imprensa é livre, o MP atuante, onde se tem as organizações não governamentais,  a Academia, empresas, Igrejas, governo, todo mundo dando pitaco sobre o que é sustentabilidade. E, dessa discussão, se me parece, a gente avança, a gente avança debatendo e reportando. Porque que o outro diz que o projeto dele é sustentável, talvez não seja e isso e bom, é saudável. Eu gosto disto. Acho bom.

LP – A comunicação, de forma geral, e a publicidade, em particular, parece ter absorvido, com muita competência, o discurso da sustentabilidade, mais em prol do que podemos chamar de Marketing Verde Vazio. E você falou, há um tempo ai atrás, no Observatório da Imprensa, que "a gente precisa ter coragem e compromisso em denunciar, em mostrar o que realmente está sendo feito e o que se diz que esta sendo feito". Nos temos muitos embates no curso de Jornalismo Cientifico da Facom- UFBA, coordenado pela jornalista, professora Simone Bortoliero, onde ela convida diversos colegas jornalistas de todo o Brasil para vir a Bahia socializar informações conosco e onde estamos sempre a nos questionar como podemos integrar a Comunicação, principalmente, a publicidade, num discurso que seja harmonioso, por que a mesma competencia que a publicidade teve para incorporar um discurso de marketing verde vazio , mas convincente, sedutor com o consumidor, o jornalismo, nos parece,  não está tendo, para que possa ser um canal realmente educativo, informativo e que faca o pulo da mudança do comportamento, principalmente com relação ao consumo, que nos parece ser o grande desafio para a construção de um novo paradigma de mudança do modelo de consumo predatório como o americano e onde a China vem ai com tudo, nesse incentivo ao supérfluo, e onde temos um governo cuja política de Lula costuma medir/ressaltar o poder aquisitivo do brasileiro baseado em consumo de carros em detrimento ao incentivo/apoio ao transporte de massa, por exemplo. Enfim, a preocupação é: qual o modelo que estamos a desenhar, perseguir, que a gente precisa. para o futuro ?   

AT -  Esse modelo não existe. E o grande desafio é esse. A gente está tendo que trocar o pneu da bicicleta com a bicicleta andando. A gente não tem esse modelo, estamos descobrindo, fazendo. O que e que a gente sabe? : os valores prevalentes da sociedade de consumo não são sustentáveis. O que e que a gente também sabe? Não é possível uma operação desmonte, que substitua o que esta ai. Você falou da relação Estados-China, por exemplo, não é por decreto, não se faz isso de um dia para outro dizendo assim: agora vamos acabar com a sociedade de consumo, vamos acabar com a banalização na compra de supérfluos e vamos ter aqui valores altruístas, humanitários, coletivos, socioambientais. Não é assim. Importante incomodar esse poder dominante. Estamos falando de uma classe política e de uma classe econômica que complementam ou consensuam que não há propriamente algo a ser mudado no que esta ai. Então, nesse momento é uma luta que se resolve em fases. Nesse momento importa convencer o maior número de pessoas, físicas ou jurídicas, que estamos num caminho que  remete ao ecocity. E isso não é pouca coisa. E, a  medida que avançamos nessa direção,  vamos nos capacitando a descobrir, se não é isso o que será? Se não é para termos uma sociedade ancorada no consumismo é para termos uma sociedade  ancorada em que valores? E que desenho de engrenagem econômica, que gere emprego e renda?. Como é que a gente faz isso? E antes da gente dizer como é que faz isso precisamos explicar, com a devida clareza, que o que está acontecendo agora não é conveniente. São etapas que vão se sucedendo. A gente tem que fazer as perguntas certas. A academia hoje não esta preparando economistas para o século XXI. É preciso pensar nisso. São exceções a regra como Eduardo Giannetti da Fonseca, Jose Eloy da Veiga, Sergio Besseman, são alguns nomes de pessoas que estão contra a maré. Então tem um tempo ai de decantação para a gente começar, antes de querer pronto um desenho de civilização baseado em outros princípios, a gente tem que queimar a mufa para ter a clareza do diagnóstico e dizer: isso não nos convém.

LP- Os 20 milhões de votos de Marina, com os Núcleos Vivos internos que foram pouco identificados pela mídia foi um alento à alimentação desse processo que você se refere? E, a presença feminina de Dilma Rousseff pode ter um peso no cominho político de mudanças com relação ao trato ambiental?

AT- O Leonardo Boff acha que sim. Mas eu não faço disso, propriamente, uma questão de gênero. Eu acho que você pode ser um homem muito sensível, com uma visão feminina prevalente de mundo e de valores e de atitudes e você pode ter uma mulher legítima representante da sociedade patriarcal. Mas, enfim, Leonardo sabe mais do que eu, portanto  quero confiar no que ele acredita. Nesse momento eu torço para que o governo dela seja um sucesso e que ela, como mulher, realmente, não por ser mulher apenas, mas que ela, também, sendo mulher, abriria mais espaço para uma outra forma de gestão.

Os 20 milhões de votos da Marina precisam ser contados, ao meu ver, da seguinte maneira: quem está fechado com a Marina por ser Marina ou por identificar-se com o pensamento de Marina, é metade disso, são os 10 milhões de votos que  parte da campanha colaram na candidatura do PV. Os outros 10 milhões, que vieram na reta final, eu já não tenho a segurança de afirmar que vieram por esse motivo. Eu acho que houve uma combinação de fatores do tipo: desilusão com os candidatos oficiais; campanha fratricida, um jogando denúncia na cara do outro, no colo do outro, e isso frustrou um contingente importante de eleitores. Além dos boatos de que eles não tinham, propriamente, respeito a certos princípios religiosos. Mas,  é um alento . E, respondendo objetivamente sua pergunta ela é um fenômeno.Você pode colocar o nome da Marina Silva no dicionário da história política do Brasil como alguém que nas eleições presidenciais de 2010, na sua primeira candidatura à presidência, surpreendeu as instituições, surpreendeu o próprio eleitorado. O fato dela ter ganhado em algumas importantes capitais e ter tido expressiva votação no Rio de Janeiro, por exemplo.

LP- Você acha que a proposta de Marina, de um jeito novo de fazer política, voto consciente, transversalizar a pauta ambiental e até defender o transpartidarismo, teve algum alcance, foi projetado na sociedade?

AT –A Marina foi o novo. E o novo em que sentido? No sentido dela estar muito bem embasada, muito bem acompanhada. Foi a única candidata das quatro candidaturas mais experientes, a apresentar um programa de governo detalhado e consistente. Portanto, o que ela estava falando estava lastreado em compromisso por escrito. Algo que os dois candidatos não fizeram. E um discurso muito sedutor. Eu entendo que nós temos no Brasil a necessidade  de se ver balizar um novo modelo de desenvolvimento. E um pais com a nossa configuração tem toda capacidade de construir, que seja realmente colocando a sustentabilidade como o eixo motivacional. Não é um adereço, não é uma variável digamos um tanto distante do desenvolvimentismo, mas é  tão importante quanto produzir riqueza, tão importante quanto gerar emprego e renda, é  que essas políticas públicas não onerem o passivo ambiental do Brasil, pense um Brasil futuro numa escala de 50  a 100 anos quando a gente fala de matriz energética; que pense em Educação, olhando nas grades curriculares, ementas de cursos tradicionais a possibilidade de inserir não uma disciplina eletiva, durante um semestre, mas como na Engenharia, no Jornalismo, na Economia, na Odontologia, na Agronomia, como é que se inclui a variável Sustentabilidade. Esse é um discurso que está condenado a crescer. Então, a semeadura foi boa. E que não seja do gueto do PV. Eu torço para que nas próximas eleições nem o PV e nem a Marina sejam os únicos porta-vozes desse discurso.

LP – Por isso que eu te perguntei sobre os Núcleos Vivos da campanha, como o MMS, Movimento Marina Silva e pessoas que não gostam de partidos, ONGs e movimentos ambientalistas, como o AMA- Amigos do Meio Ambiente que foi até SP buscar subsídios para ampliar a campanha, na Bahia, no Nordeste. André tem muita gente esperando a sua palestra e não queremos atrapalhar. Queria fazer uma última pergunta, sobre o que creio pouca gente conhece, sobre sua pessoa, sobre o tema de sua palestra, "Espiritismo e Ecologia".

AT -   Essa  última pergunta, é pra me derrubar!! ( risos..)

LP. Não, é que temos curiosidade de saber como é isso, porque você me parece,  você não é um jornalista que fala sem coração e alma, com certeza!!

AT-  Olha, todas as religiões, todas as tradições espirituais para se afirmarem como tal precisam ser sustentáveis, Porque, se eu bem entendo o significado do discurso religioso é de nos religarmos a uma força superior, todas as religiões tentam nos transformar em pessoas melhores e promovem à vida, na sua plenitude. Uma religião que não seja sustentável é um paradoxo terrível. Espiritismo é uma filosofia espiritualista que  tem aspectos religiosos e trás nas suas informações básicas, isso é interessante porque é uma doutrina que tem 150 anos e ela realmente é muito moderna em assertivas que remetem a um mundo mais solidário e no uso dos recursos naturais, separa o que é necessário do que é supérfluo e com uma consideração importante no que é reencarnação. Nós somos recarnacionistas, portanto, para cá regressaremos se tivermos a compatibilidade com a vida, com esse planeta, que está em transformação, devera ter. Portanto, nós estaremos preocupados não apenas com os filhos e netos, estaremos preocupados com nós mesmos, quando nos afirmamos como recarnacionistas. Quer dizer: a lei do retorno, que o budismo também preconiza, estabelece uma ética que não é só para com o outro   também é para um legado que você deixa para os outros, para você.

LP – Para concluir. Como é que se pratica isso sem entrar na questão de fé cega, no fanatismo, porque isso é um problema não e?

AT- O espiritismo, bem compreendido, é a fé raciocinada. Eu não estou aqui.

LP- Desculpa, mas eu não falo só com relação ao espiritismo, mas com relação a espiritualidade, de forma geral, de introduzir essa coisa sublime de pensar no outro sem cair no que nós observamos hoje, no Brasil e no mundo, na fé cega, alienada, no culto até, por vezes, violento, com registros na própria imprensa.

AT-  Hummm, bem, questões de fé é de cada um. Quem se identifica com um discurso mais radical, com dogmas rígidos, código moral secreto, quem se identifica, que seja feliz assim. Cada um escolhe o seu caminho, ninguém é obrigado. Você busca o que você tem afinidade. O mundo, ele é desigual em vários aspectos. Inclusive nas crenças. Eu não vou falar mal de quem tenha outra visão de Deus, da vida ou do uso dos recursos naturais. Agora, no livro Espiritismo e Ecologia eu abro um capítulo para  falar de outras religiões. Como ela já estabelece esses links entre suas escrituras, seus pontos de fé, e o que a gente chama, hoje, modernamente de sustentabilidade, então é muito bonita essa sinergia entre budismo, judaísmo e diferentes religiões cristas. Eu, espiritismo, nessa família cristã, na busca  de um mundo melhor e mais justo. De um mundo sustentável".      

   

Entrevista concedida antes da palestra ESPIRITISMO E ECOLOGIA, realizada dia 27.11.2010, às 14 horas, no Auditório da Escola Politécnica da Bahia ,a convite da Sociedade Espírita O Semeador. 

 

 

 

 


 


Enviado por Arival Neto/BA
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Postado por Manoel Trajano - www.twitter.com/manoeltrajano no IRMÃOS DE LUZ em 12/11/2010 09:53:00 AM



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Prezados,

 

 A ABESE convida para o Seminário Municípios Sustentáveis a ser realizado nos dias 13 e 14 de dezembro do ano em curso, no Hotel Portobello, situado na Av. Oceânica, 2275 - Ondina.

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Lembramos que as inscrições deverão ser feitas através do Setor de Eventos do CREA, nos telefones abaixo:

(71) 3453- 8936  (Eventos)

(71) 3453- 8937  (Eventos)

(71) 3453-8989   (PABX)

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Obrigada pela atenção.

 

Cordialmente,

 

Amanda

Estagiária da ABESE.