terça-feira, 18 de agosto de 2009

POLUIÇÃO VISUAL E PUBLICIDADE(MÍDIA)INDOOR
















28/07/2009
SUCOM realiza mais uma ação de combate à poluição visual


Visando coibir a poluição visual em Salvador, a SUCOM realizou na tarde desta segunda-feira (27) mais uma ação de fiscalização. Seis equipes formadas por técnicos e fiscais atuaram nas principais avenidas da cidade com o propósito de identificar publicidades irregulares (banners, cartazes, anúncios) afixados em mobiliários urbanos, postes, viadutos, pontos de ônibus, entre outros. A operação aconteceu nos seguintes trechos: Pituba / Itapuã; Pituba / Barra; Av. Vasco na Gama; Av. Garibaldi; Av. Orlando Gomes / Av. Pinto de Aguiar; Av. Manoel Dias da Silva / Av. Paulo VI. Os trabalhos resultaram em 164 ações, entre apreensão de banners (com anúncios de serviços de cartomantes e similares) pendurados em postes e cadastramento de informações de demais publicidades em desacordo com a legislação. Leis e normas - De acordo com o artigo 15 do Decreto n° 12.642/00 (que regulariza o uso de publicidade em Salvador), fica proibida a colocação de qualquer meio ou exibição de anúncio em viadutos, pontes, túneis, elevados, passarelas, cais, árvores, postes de sinalização de trânsito ou de iluminação pública. O Código de Polícia Administrativa do Município (lei n° 5.503/99) também dispõe sobre o assunto no artigo 52, proibindo a fixação de cartazes, publicidades ou propagandas de qualquer natureza em locais como viadutos, passarelas, pontes, canais, túneis, postes de iluminação, sinalização de trânsito, caixa de correios, telefones, entre outros.




SUCOM - Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município
Av. Mário Leal Ferreira, N. 1975 - Bonocô - CEP: 40252-290 - Salvador - Bahia.Tel: (71) 2201-6600 -->Alô SUCOM: (71) 2201-6900














ANÚNCIO NO BANHEIRO - PUBLICIDADE INDOOR GANHA ESPAÇO
Forbes




11/10/2006
REF: Mídia Alternativa - Estratégia de Marketing

Jovem empresa de Curitiba quebra paradigmas, espalha-se pelo país e cresce 600% com seus projetos de mídia indoor


O recém-aprovado projeto de lei “Cidade Limpa”, que proíbe peças de mídia exterior na cidade de São Paulo, criou muita polêmica. Enquanto a prefeitura defende a medida afirmando que a cidade está afogada em anúncios, a maioria dos envolvidos reclama que a medida vai resultar em perdas financeiras. No meio dessa confusão, Ernesto Villela, diretor geral da curitibana Enox Indoor Experience, arruma sorridente o seu novo escritório em São Paulo (SP), que deve ser o ponto de partida para a conquista definitiva do maior mercado de publicidade indoor do país.
O investimento em mídia exterior no Brasil é quase o triplo do que se aplica na internet. Em outdoors,empenas (cartazes nos prédios), backlights e outras peças do gênero, foram aplicados R$ 680,6 milhões em 2005 (cerca de 6% do bolo publicitário total).Com a proibição em São Paulo, a expectativa de Villela é que parte desse público migre para o mercado indoor.





Criada em 2003 por três jovens amigos, a Enox pretendia ser o veículo para a publicidade entrar — com classe — nos banheiros. Eles achavam que aqueles poucos minutos em que o jovem fica nos banheiros das baladas poderiam ser utilizados para veicular alguma mensagem. E foram atrás de quem acreditasse nessa idéia.





Logo de cara perceberam que o mercado de entretenimento estava bastante desorganizado, não havia uma relação dos empreendimentos e do público que os freqüentava, o que levou Ernesto a procurar,um por um, os melhores bares e baladas de Curitiba. Em menos de três meses ele já havia fechado contrato com os proprietários dos 100 melhores estabelecimentos da cidade, que deram à Enox a exclusividade no uso de seus interiores. Com os contratos nas mãos, eles foram às agências de publicidade.





“Algumas nos olharam como se nossa proposta fosse uma indignidade — tinham certeza de que seus clientes não queriam anunciar nos banheiros,mesmo que das melhores casas”,diz Villela. Mas muitas outras gostaram da idéia.No mês seguinte, a Enox fechava acordo com as maiores academias de ginástica de Curitiba, e no final daquele ano já tinham exclusividade também nos melhores estabelecimentos de Porto Alegre (RS) e Maringá (PR). Naquela altura, a Enox veiculava anúncios da GM, Fiat, Coca-Cola, Sony, Gillete, L´Oreal, Nestlé, Renault, Unilever, O Boticário e Toyota.





Em 2005 conquistaram Londrina, Joinville, Campo Grande, Brasília e Salvador, e em 2006 desembarcaram em São Paulo e no Rio.“Se queremos operar nacionalmente,precisamos estar aqui, onde estão as grandes agências, que trabalham a estratégia global para seus clientes”, afirma Villela.Hoje a empresa possui escritórios em 12 municípios, onde detém 100% do espaço indoor dos principais estabelecimentos de lazer e cultura voltados para o público-alvo A e B.





Exatamente porque se trata de um público exigente, o esquema montado em cada um dos escritórios prevê uma ronda semanal por todos os pontos onde a Enox mantém um anúncio para checar as condições do produto. Tem molduras que mantêm alguns produtos acoplados — o cartaz do desodorante,por exemplo, tem uma peça que permite que seja acoplado um frasco do produto para que os jovens na balada, ou na academia, possam experimentá-lo. O reabastecimento da peça é feito por essa equipe, que também pode trocar a moldura se ela tiver sido danificada. Cada peça permanece no display por 28 dias, e logo que um anúncio é retirado outro ocupa o lugar.





Com a ampliação da clientela e dos anunciantes, a Enox foi além do banheiro, e hoje atua com projetos que incluem backlights, displays (clássicos), adesivação de espelhos, displays de fôlder, displays de sampling (com amostras grátis ou testers de perfumes), ações promocionais dentro de estabelecimentos, uniformização de funcionários com foco em campanhas específicas, distribuição de amostras grátis e bolachas de chope personalizadas. “Nossa meta, a médio prazo, é fazer com que a mídia indoor seja vista como uma opção de investimento tradicional e não mais como mídia alternativa”, explica.Com relação à publicidade no banheiro, ela retém a atenção do consumidor por até 4 minutos, ante os 3 a 5 segundos da propaganda impressa convencional.Esse argumento é imbatível na defesa do modelo.





Como encontraram o mercado de Curitiba bastante desorganizado,Villela criou um relatório minucioso que é preenchido por seus clientes.Dessa forma ele hoje tem um banco de dados nacional que lhe permite, rapidamente, saber que público freqüenta cada um dos estabelecimentos e em que dias da semana.





Esse trabalho dedicado vem dando bons resultados. Em 2005 a empresa elevou em 600% o seu faturamento em relação a 2004. Hoje a Enox tem contrato exclusivo com mais de mil estabelecimentos, onde mantém cerca de 5 mil pontos de mídia instalados. A meta é terminar dezembro com 7 mil pontos em todo o país.





Como último argumento para provar que a mídia indoor não é uma forma alternativa, mas deve constar como um investimento normal nos planos das agências, Villela lembra que o fluxo anual de consumidores que circula nessas casas é superior a 70 milhões.





Lei Cidade Limpa impulsiona boom da publicidade indoor em São Paulo
01/01 - 08:36 - Luiz Raatz, repórter Último Segundo


SÃO PAULO - A publicidade na capital paulista foi “varrida para debaixo do tapete”. Em 2007, a cidade viveu um boom da mídia indoor. Publicitários e especialistas são unânimes em creditar este novo cenário às mudanças causadas pela Lei Cidade Limpa, cuja fiscalização completou um ano nesta terça-feira.





Fiscalização de outdoors em São Paulo completa um ano com prós e contras

O publicitário Paulo Queiroz, vice-presidente executivo da DM9DDB, uma das agências mais importantes do país, diz que o mercado de mídia exterior praticamente acabou, mas as verbas migraram. “Buscamos novas alternativas indoor, em Metrô, ônibus, aeroportos, shoppings e em estádios de futebol”, conta.








A professora Ana Lúcia Fegulin, que ministra o curso de mídia digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM), explica este movimento. “A lei provocou a implementação de mídias diferenciadas, principalmente indoor, em ponto de venda e as mídias digitais. Todas elas receberam investimento em um volume maior. Foi um boom muito grande”, diz. Ainda de acordo com Ana Lúcia, a mídia indoor demorou para chegar ao País, mas a tendência foi impulsionada pela lei Cidade Limpa”.

Só no Metrô de São Paulo, o faturamento de 2007 com publicidade deve crescer 30%. Um anúncio nas portas de um trem, por exemplo, rende à empresa R$ 15.142 por mês. Uma volta em qualquer estação da companhia revela a mudança. Propagandas de filmes, celulares, faculdades e chocolates preenchem o cenário onde 2,8 milhões de pessoas passam todos os dias.
A criatividade dos publicitários tem inovado cada vez mais. Sobrou até para as catracas do Metrô. Desde dezembro do ano passado, a agência Monster Mídia Brasil entrou no mercado com contrato de exclusividade para a exploração de anúncios em catracas das estações. A agência também vai controlar a publicidade nas catracas dos principais estádios do País. No exterior, a Monster Mídia é especialista neste tipo de anúncio.





A Monster Mídia fechou a primeira campanha no Metrô com a Nestlé. A multinacional alimentícia comprou espaço em todas as estações para anunciar três de suas marcas de chocolate. O diretor comercial da agência, Marcelo Rocha, diz que um dos motivos para a Monster Mídia se instalar em São Paulo foi a Lei Cidade Limpa.





“Um dos focos foi em função disso. Vimos que havia espaço para entrarmos no mercado com esta nova frente de negócios”. Rocha acredita que esta nova possibilidade de publicidade é uma é uma alternativa pra anunciantes. “É uma mídia limpa, nova, impactante e que não polui a cidade”, diz.
Outras formas de mídia indoor também começaram a aparecer na cidade. Alguns ônibus da frota municipal contam com displays digitais que, além de anúncio, trazem conteúdo próprio. O mesmo acontece em drogarias, livrarias e em alguns shoppings.





Para a professora da ESPM, o grande desafio desta nova mídia será trazer opções de qualidade para o público. “Essas novas plataformas precisam se aprimorar em termos de conteúdo. Quem anda de ônibus, assiste todo dia a estes programas. É preciso um conteúdo bom, do contrário não há interesse para o mercado anunciante”, analisa.
Leia mais sobre: Lei Cidade Limpa


Poluição visual
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Apesar de ser considerada por alguns estudiosos como uma expressão artística urbana, o grafite pode contribuir para a degradação visual em áreas da cidade.

O lixo propriamente dito também é considerado um elemento de desconforto visual que contribui para a sensação de mal-estar urbano.

Dá-se o nome de poluição visual ao excesso de elementos ligados à comunicação visual (como cartazes, anúncios, propagandas, banners, totens, placas, etc) dispostos em ambientes urbanos, especialmente em centros comerciais e de serviços. Acredita-se que, além de promover o desconforto espacial e visual daqueles que transitam por estes locais, este excesso enfeia as cidades modernas, desvalorizando-as e tornando-as apenas um espaço de promoção do fetiche e das trocas comerciais capitalistas. Acredita-se que o problema, porém, não é a existência da propaganda, mas o seu descontrole.





Também é considerada poluição visual algumas atuações humanas sem estar necessariamente ligada a publicidade tais como o grafite, pixações, fios de eletricidade e telefônicos, as edificações com falta de manutenção, o lixo exposto não orgânico, e outros resíduos urbanos. [1]





Normalmente, ela se soma aos outros tipos de poluição: do ar, das águas e a luminosa, principalmente com esta última.





Efeitos
A poluição visual degrada os centros urbanos pela não coerência com a fachada das edificações, pela falta de harmonia de anúncios, logotipos e propagandas que concorrem pela atenção do espectador, causando prejuízo a outros, etc. O indivíduo perde, em um certo sentido, a sua cidadania (no sentido de que ele é um agente que participa ativamente da dinâmica da cidade) para se tornar apenas um espectador e consumidor, envolvido na efemeridade dos fenômenos de massas. A profusão da propaganda na paisagem urbana pode ser considerada uma característica da cultura de massas pós-moderna.





Certos municípios, quando tentam revitalizar regiões degradadas pela violência e pelos diversos tipos de poluição, baixam normas contra a poluição visual, determinando que as lojas e outros geradores desse tipo de poluição mudem suas fachadas a fim de tornar a cidade mais harmônica e esteticamente agradável ao usuário.





Prejuízos
Uma das maiores preocupações sobre a poluição visual em vias públicas de intenso tráfego, é que pode colaborar para acidentes automobilísticos. Muitos países possuem legislações específicas para controle de sinalizações em diversas categorias de vias. [2] Alguns psicólogos também afirmam que os prejuízos não se restringem à questão material mas atingiriam também a saúde mental dos usuários, na medida em que sobrecarregaria o indivíduo de informações desnecessárias. [3]





Referências
↑ http://www2.uol.com.br/joanaprado/joana_natureza/natureza_poluicaovisual.htm
↑ http://portalimprensa.uol.com.br/mapadamidia/204_midiaoutdoor.asp
↑ http://www.revelacaoonline.uniube.br/a2002/ambiente/poluicao.html
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Polui%C3%A7%C3%A3o_visual"


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