segunda-feira, 29 de junho de 2009

PERGUNTA VENCEDORA


Esta pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável:

“Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

Precisamos começar JÁ!

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta aonde vive...
Mensagem enviada por Adolfo Lux/BA

ESTATÍSTICA - JUNHO/09


sábado, 27 de junho de 2009

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL

A grave crise ecológica que a humanidade atravessa é o resultado da crise moral e espiritual que vem se acentuando há séculos pelo afastamento do homem de valores essenciais à sua natureza como o respeito para consigo mesmo e para com os outros seres humanos seus irmãos.
O homem vem se brutalizando, apesar do avanço tecnológico, produto do desenvolvimento intelectual que foi incapaz de humanizá-lo. As grandes descobertas e os grandes avanços têm servido para infernizar a sua existência e endurecer o seu coração incapaz de abrandar a ira de uma razão instintiva que o tornou inimigo de si mesmo e da Natureza.
A crise ambiental é conseqüência desta grave crise espiritual. Para salvar o meio ambiente o ser humano deverá salvar-se utilizando a sua inteligência e o seu coração.
Há problemas emergenciais a serem resolvidos: a destruição das florestas, da camada de ozônio, a contaminação dos solos e das águas, o consumismo desenfreado, a explosão demográfica, a educação.
Mas sempre será um enfrentamento às conseqüências e não às causas, como no caso da violência, que emergencialmente deve ser combatida com policiamento, leis severas, justiça rápida, mas que ao longo prazo deverá ser combatida com educação e distribuição de renda.
Às crianças se deve ensinar a respeitar o semelhante e a Natureza, nos bancos escolares e nos lares. Mas quem haverá de fazê-lo se os próprios docentes não adotam este comportamento?
Uma grande revolução educacional deverá ser levada a cabo, começando por educar os adultos para que aprendam a controlar e dominar os pensamentos violentos que de mente em mente fazem os estragos que se conhece muito bem.
O homem deixou de pensar seriamente, espiritualmente, para pensar superficialmente, materialmente, egoistamente. A crise moral e espiritual é produto da ignorância e poderá levar o planeta à falência.
Além de reinventar um automóvel que produza menos dióxido de carbono, uma indústria que não dependa da queima de carvão e petróleo, cidades ecológicas que tratem seus afluentes e privilegiem o transporte público, que cuidem do lixo, reciclem e reusem, deveremos reinventar o homem, cada um reinventando-se, transformando-se, mudando o comportamento, deixando de ser o que é para transformar-se num ser humano melhor.
O colapso social é iminente defronte da violência incontrolada, da dependência das drogas e da pobreza.Há muito se vem dizendo que é necessário que se amplie a consciência humana que é signo de conhecimento e evolução, e que este é o único caminho que cada um deverá percorrer com os próprios pés. Mas como fazê-lo? Como deixar de ser inconsciente para ser consciente?
E o que é afinal a consciência?
Alguém já disse que uma mente distraída é uma mente separada de Deus. A distração é uma ausência, uma inconsciência. É possível que Deus esteja relacionado a este estado de atenção interior, a uma atitude consciente. Numa sociedade doentia onde o objetivo da vida é o prazer, as pessoas ficam felizes quando matam o tempo conquistado com suor sem se aperceberem que ao matarem o tempo estão matando a vida.
A mola principal de uma sociedade de infelizes é o egoísmo, a ganância que promove um progresso duvidoso.A única alternativa para a catástrofe iminente é uma profunda revolução psicológica para o surgimento de uma nova sociedade formada por novos seres humanos que desmontem o egoísmo e o materialismo herdados de civilizações fracassadas.
O homem dever aprender a viver equilibradamente em dois mundos simultâneos: o interior e o exterior, ambos intimamente relacionados, que merecem a maior atenção. Eles se complementam e fazem parte de uma mesma e única realidade. O desequilíbrio ou a ausência de qualquer deles causa o vazio e a depressão.
Viver sempre fora de si mesmo, só para o mundo exterior é triste, vazio, incompleto. Enquanto que viver só para dentro de si mesmo é solitário, egoísta, monótono. As duas vidas, a interior e exterior, devem caminhar bem, e paralelamente. A crise em uma significa o desastre na outra.
A crise espiritual e a ecológica são uma e a mesma, pois o homem tem vivido fora de si mesmo, materialmente, desequilibradamente, solitariamente, desumanamente. Ele deve preocupar-se agora com o meio ambiente, e também consigo mesmo. Ser melhor para conviver melhor consigo mesmo, com seus amigos e com a Natureza.
Deveremos estar mais atentos para não nos afastarmos mais ainda de Deus, que outra coisa não é que atenção, amor, harmonia, consciência, e que se resume numa palavra: Verdade.
Tudo o que distancie o ser humano de seus semelhantes e da Natureza não é verdadeiro e é contrário a Deus, pois Ele está em tudo e em todos, e magnificamente representado em cada inteligência, em cada coração, em cada amanhecer, em cada criança, em seu maravilhoso templo exterior chamado Natureza, e em seu magnífico templo interior chamado consciência.
(Texto de Nagib Anderáos Neto)
Mensagem enviada por Débora Linheiro/BA

quarta-feira, 24 de junho de 2009

JESUS



Jesus te abençoe e te proteja hoje e sempre!

Obrigado por sua visita!

Manoel Trajano
Coordenador da Rede CEIA

Cidadania,Meio Ambiente,Segurança do Trabalho,Música, Comercialização Limpa e de Qualidade e Tolerância Religiosa com Paz.

terça-feira, 23 de junho de 2009

MEIO AMBIENTE E EVOLUÇÃO

Preservar o meio ambiente é preparar um cenário melhor para a humanidade do futuro e protegê-la dos equívocos cometidos no passado, colocando o homem como a figura central do teatro da vida; é pensar com inteligência e colaborar com a natureza para preparar o campo para o ser humano de amanhã realizar o objetivo para o qual foi criado: viver harmonicamente e aprender com seus irmãos no magnífico cenário que lhe foi presenteado.

Desenvolvimento sustentável, além de responsabilidade social, crescimento inteligente e cuidado com o meio ambiente deveria, antes de tudo, significar desenvolvimento humano, solidariedade, respeito às diferenças e fraternidade. Nenhum país pode ser considerado desenvolvido ao arvorar-se na condição de impositor de idéias e pensamentos aos demais; o mesmo acontece com as pessoas. A imposição traz consigo a impostura, presunção extrema de uma superioridade fictícia. As pessoas inteligentes expõem ao invés de impor.

A crise ecológica que presenciamos é mais um sintoma da grave crise espiritual por que passa a humanidade. O ser humano desentendeu-se consigo mesmo, com os seus semelhantes e com a natureza. As guerras entre os seres humanos e as agressões que o homem tem desferido contra a natureza têm suas causas neste desequilíbrio entre suas naturezas física e espiritual.
Embora sendo um ser indivisível, o homem traz consigo uma natureza superior que pode ter presença ativa na vida através da organização de seu mecanismo psicológico. E ninguém poderá fazer isto por ele senão a própria pessoa.
Essa organização é o princípio do conhecimento de si mesmo que lhe permitirá ter um domínio sobre o que pensa e sente, convivendo melhor consigo mesmo, com a natureza e com os outros seres humanos.

A degradação da natureza, da mesma forma que a degradação das relações humanas, nada mais é do que o sintoma da grande doença do vazio promovida pela ausência daquela chama superior que o ser humano traz consigo mas que jaz adormecida como a bela princesa dos contos infantis.

Quando boa parte da humanidade despertar do sono letárgico da indiferença e da inconsciência e puder influenciar positivamente as mentes incipientes que aspiram a paz e a felicidade, a revolução ecológica – espiritual que já está em andamento se fará sentir em muitas partes e a humanidade terá corrigido o rumo equivocado em que se lançou pelos sombrios caminhos do materialismo e da superstição.
(Texto de Nagib Anderáos Neto)

Mensagem enviada por Débora Linheiros

segunda-feira, 22 de junho de 2009

CONSCIÊNCIA E MEIO AMBIENTE

Questões ambientais e sociais deixaram de ser marginais ao negócio e passaram a ser essenciais, estratégicas. O conceito de sustentabilidade transcendeu a questão ambiental alcançando a social e a educacional. Responsabilidade na utilização dos recursos naturais, no consumo e no trato com a sociedade faz parte da administração moderna.
A preocupação com o meio ambiente e com o ser humano que vive em sociedade é conseqüência da estranha modernidade que se observa, com o afastamento entre as pessoas e os povos provocado pela ignorância e por preconceitos de toda a ordem. Essa preocupação poderá se transformar num fator de união de esforços para a melhoria das relações com a natureza e entre os seres humanos.

Desenvolvimento sustentável, além de responsabilidade social, crescimento inteligente e cuidado com o meio ambiente, deveria significar desenvolvimento humano, respeito às diferenças e fraternidade.

Nenhum país pode ser considerado desenvolvido ao arvorar-se à condição de manipulador de idéias e pensamentos para subjugar os demais. O mesmo acontece com as pessoas; a imposição é sinônimo de impostura e presunção. Inteligência pressupõe exposição ao invés de imposição.

A crise ecológica que presenciamos é conseqüência de uma grave crise humana e social. O ser humano desentendeu-se consigo mesmo, com os seus semelhantes e com a Terra. As guerras e os graves problemas ambientais são as conseqüências desses desentendimentos.

A globalização é uma quimera. Os homens estão divididos social, racial, religiosa e geograficamente. No pequeno planeta criaram-se mundos distantes onde explorados e exploradores convivem numa aparente harmonia.
No dizer de Polibus, não existe testemunha tão terrível, nem acusador tão implacável quanto a consciência que mora no coração de cada homem.

A essa consciência, que pode ser conhecida e desenvolvida, a parte de Deus que habita em cada coração, é que cada homem haverá de prestar contas um dia, pelo que fez e deixou de fazer; a única, verdadeira e incontestável juíza que todos carregam consigo desde o instante que nascem e que pode ser ampliada no processo da vida através da evolução que implica a aquisição de conhecimentos.

Aquestão do momento é a ampliação da consciência que muito tem a ver com a sede por eternidade e a fonte da eterna juventude que os antigos pressentiam e que nos permitirá projetar um futuro e construir um passado que poderá se converter num infinito presente que chamaríamos eternidade.

Quando boa parte da humanidade despertar do sono da indiferença e da inconsciência e aderir ao silencioso e crescente movimento em defesa do meio ambiente e do ser humano como indivíduo, a revolução ecológica – espiritual se fará sentir em muitas partes e será corrigido o rumo equivocado em que se lançou a humanidade pelos obscuros caminhos do materialismo e da ignorância.

A nova cultura será o produto de uma grande revolução a ser travada no íntimo das pessoas. Mais do que informativa, ela será formativa, proporcionando a ampliação da consciência e o cultivo de pensamentos e sentimentos que unam as pessoas ao invés de distanciá-las, como têm feito a política, as fronteiras, as religiões e, sobretudo, as ambições desenfreadas que deverão ser substituídas pelo ideal de estudo e de fraternidade. Além de cuidar do meio ambiente que o cerca, aprenderá a cuidar do ambiente mental de onde provêm os pensamentos e as idéias que podem elevá-lo, ao invés de mergulhá-lo na escuridão.

O homem tem se afastado de si mesmo, dos seus semelhantes e de Deus por insistir em manter uma fé no que desconhece. Somente através do conhecimento poderá reencontrar-se e descobrir o Deus oculto em seu coração e nos de seus semelhantes

Não bastam as leis se não há consciência e entendimento para que elas se cumpram, e homens de iniciativa e vigilantes que colaborem para que o planeta e seus habitantes se recuperem.

(Texto de Nagib Anderáos Neto)

Mensagem enviada por Débora Linheiros/BA

quinta-feira, 18 de junho de 2009

PROJETO ENERGIA VERDE - COELBA



Você sabe quantas toneladas de CO2 você emite na atmosfera por mês com o seu consumo de energia?







Quer fazer a diferença?

Foi pensando nisso e acreditando que grandes ações começam com pequenos passos que a Coelba criou para você o Projeto Energia Verde. Uma oportunidade de reduzir o seu consumo de energia elétrica em prol do meio ambiente.


De que forma podemos ajudar o planeta?

Você colabora com o programa do Instituto BioAtlântica – IBio para reflorestamento de áreas remanescentes de Mata Atlântica na Região Sul do Estado da Bahia. Ao plantar árvores você estará compensando a emissão de CO2 para o meio ambiente.

Para participar o cliente deverá doar mensalmente R$ 5, R$ 7 ou R$ 10 a serem debitados na fatura de energia elétrica por até 24 meses. Em contrapartida o projeto lhe dará o direito de adquirir 2 bônus na compra de condicionadores de ar, refrigeradores e freezers certificados com o Selo Procel de Economia de Energia e disponibilizará 5 lâmpadas fluorescentes compactas de 15W.



segunda-feira, 15 de junho de 2009

CARNE IRREGULAR VINDA DO PARÁ

MPF vincula 69 empresas ao ‘desmatamento’ no Pará

- Grandes grupos compram insumos vindos de terras ilegais
- Receberam uma recomendação para suspender transações
- Entre notificados está firma da família do vice José Alencar
- Lista inclui redes de supermercados, a Sadia e a Perdigão
- Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart devem evitar compras

Direto do “Blog do Josias – nos bastidores do

O Datafolha informou, há uma semana, que a maioria dos brasileirosresponsabiliza madeireiros (72%) e fazendeiros (68%) pelo desmatamentoda Amazônia.
Uma ação movida há 12 dias pelo Ministério Público Federal no Parámostra que, sem saber, os próprios consumidores contribuem para adevastação. A carne que você guarda na geladeira pode ter sidoextraída da carcaça de um boi abatido numa fazenda ilegal do Pará. Ocalçado que lhe forra os pés pode ter sido fabricado com o couro domesmo animal. Suas roupas podem conter matéria-prima originária deterras à margem da lei.
Dez procuradores da República, à frente Daniel César Azeredo Avelino,protocolaram na Justiça Federal do Pará um lote 21 processosjudiciais. Em associação com o Ibama, a Procuradoria reivindica acondenação de fazendeiros que, em afronta à lei, derrubaram no Paráalgo como 157 mil hectares de mata. Foi abaixo uma área de selvaequivalente ao território da cidade de São Paulo. Na grossa maioriados casos as árvores deram lugar ao pasto ilegal. Na ação, oMinistério Público pede que os desmatadores sejam condenados a pagarindenizações pelo malfeito. Coisa de R$ 2,1 bilhões.Em anexo, umquadro com os nomes dos processados e os valores da indenizaçãorequerida de cada um. Nove das fazendas encrencadas são daAgropecuária Santa Bárbara. Traz no rol de sócios diretores doOpportunity de Daniel Dantas. Entre eles Verônica Dantas, irmã doinvestigado-geral da República.
A Procuradoria acionou judicialmente também as empresas que realizaramnegócios com os responsáveis pela derrubada ilegal de pedaços dafloresta amazônica. Foi às barras dos tribunais, por exemplo, ofrigorífico Bertin, um dos maiores do país. Comprou carne de fazendasinfratoras. Uma delas encravada em reserva indígena.
Numa iniciativa inédita, a Procuradoria e o Ibama rastrearam toda acadeia de negócios que sustenta o desmatamento ilegal das florestas doPará. Verificou-se que, no terceiro elo da corrente da devastação,estão enganchados grandes grupos econômicos. São 69 empresas ao todo.Adquiriram subprodutos da atividade ilegal. Há na lista indústrias dossetores de limpeza, calçados, laticínios, têxtil e supermercados.Descobriu-se, por exemplo, que Pão de Açúcar, Carrefour, Wal-Mart eBompreço levam às suas gôndolas carnes extraídas da ilegalidade. Alista, disponível em anexo, inclui várias logomarcas vistosas. Até aCoteminas, empresa da família do vice-presidente José Alencar. Eisalgumas outras: Vicunha, Sadia, Perdigão, Vulcabrás, Minerva e Friboi.
A todas essas empresas, o Ministério Público endereçou na semanapassada uma “recomendação”. O texto anota os nomes das fazendas efrigoríficos processados judicialmente. E notifica: “Todos os produtose subprodutos, de origem bovina, adquiridos das empresas supracitadascaracterizam-se como oriundos de ilícitos ambientais”.
Depois, avisa: “A manutenção das relações comerciais com essasempresas [...] caracterizará a responsabilidade solidária e objetiva[...] pelos ilícitos ambientais”.
Em seguida, fixa “prazo de dez dias úteis”, a contar do recebimento,para que as empresas acatem a “recomendação”. Sob pena de sofreremprocessos.
Pelo menos três grupos –Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart— jádecidiram suspender a aquisição de produtos vindos de fazendas ilegaisdo Pará.
O gabinete da governadora Ana Júlia (PT) está em polvorosa. Vaisugerir ao Minitério Público a suspensão, por 60 dias, da recomendaçãofeita às empresas. Acha que, nesse período, seria possível negociar umtermo de ajuste de conduta que empurre os fornecedores paraenses paradentro da legalidade. Alega-se que, mantida a recomendação, a pecuárialocal, que responde por algo 14% do PIB estadual e 35% doabastecimento de carne do país, entrará em “colapso”. A proposta dogoverno estadual é endossada por prefeitos paraenses e pela Uniec(União da Indústria das Carnes do Estado).
Os procuradores signatários da ação judicial e da recomendação àsgrandes empresas situadas na cadeia da ilegalidade não esboçam, porora, a intenção de recuar.

Escrito por Josias de Souza às 05h03

O PERIGO DOS FOGOS CLANDESTINOS NO RECÔNCAVO BAIANO

Foto:Lúcio Távora/Agência A TARDE
COMENTÁRIO DO AUTOR DO BLOG:
Infelizmente a minha cidade,tao famosa pelo seu comercio bom,barato e de qualidade ficou manchada por esta tragédia que ficou na impunidade deste "empresário" que se aproveita de pessoas excluídas do mercado(menores,negros,grávidas,etc). O poder do dinheiro sustenta esta triste realidade que sufocou até cooperativas que o Governo do Estado ha alguns anos tentou mudar atraves de programa especifico e seguro.O exército se mostra inerte face a esta realidade triste em que as etapas da fabricação sao espalhadas em varias partes da regiao o que dificulta a apreensão e controle.

14/06/2009 às 22:38
Fogos clandestinos são fator de risco no São João
Valmar Hupsel Filho, do A TARDE
Lúcio Távora/Agência A TARDE

Homem exibe bomba em fábrica clandestina na zona rural da cidade de Muniz Ferreira
Quase nada mudou na região de Santo Antônio de Jesus desde 11 de dezembro de 1998 – quando a cidade ganhou fama mundial devido à explosão em uma fábrica clandestina de fogos. Morreram 64 pessoas (20 delas menores de 18 anos e três mulheres grávidas). Dez anos e meio depois, os responsáveis pela fábrica – o empresário Osvaldo Prazeres Bastos, o Vado dos Fogos, e seus cinco filhos – sequer foram julgados.

Sem alternativas, centenas de trabalhadores, inclusive crianças, continuam fabricando fogos em condições que não respeitam normas de segurança ou trabalhistas, aumentando o risco de novos acidentes. Em meio ao descaso dos poderes públicos, uma constatação chocante: grande parte dos chamados “traques de riscar”, usados largamente nas festas juninas baianas, foram fabricados com pólvora clandestina.

“Vocês fabricam fogos aí?”. “Não”, responde prontamente um assustado homem vestido de camiseta, bermudas e sandálias, com o rosto, peito e mãos cinzas de pólvora. Depois de uma breve negociação, ele, ainda desconfiado, concorda em mostrar seu local de trabalho. Em um galpão de aproximadamente 50 metros quadrados, escondido em local de difícil acesso, na zona rural, cinco homens produzem bombas de diversos tamanhos.

Sem a proteção de qualquer equipamento de segurança, eles manuseiam pólvora, papel e corda numa fabricação com molde industrial. Cada um com sua função. A poucos metros, um paiol improvisado armazena a produção já concluída. “Tá vendo essas casinhas aí? Todo mundo produz fogos por aqui”, diz o homem, apontando para todos os lados.

Sob um clima de medo e desconfiança, os chamados “traques de riscar” continuam a ser produzidos em larga escala nas fábricas clandestinas localizadas na zona rural de Santo Antônio de Jesus (a 192 km de Salvador) e do município vizinho de Muniz Ferreira (a 203 km de Salvador).

A compra de produtos como clorato e perclorato – matérias-primas para a fabricação dos chamados traques de riscar – é controlada pelo Exército. Isso faria supor que toda a matéria-prima teria procedência comprovada. Mas não é isso o que acontece. É nítido que há mais matéria-prima circulando pela cidade do que o Exército pode comprovar. “Aqui, produzir fogos é o mesmo que mexer com droga”, diz um dos trabalhadores que fazem fogos no galpão escondido na zona rural. Fábricas – Somente três empresas de Santo Antônio de Jesus possuem contratos de aquisição, ou seja, são legalizadas: a Big Fire Works, a Brasilian Fire Works e a Boa Vista. Mas apenas a terceira funciona efetivamente. A unidade pertence a Gilson e Berenice Bastos, ambos filhos de Vado dos Fogos e réus no processo 336688/2006, referente à explosão de 1998. A TARDE tentou contato com os três, mas nenhum deles se dispôs a falar.

Leia a íntegra deste texto e a série de reportagens especiais sobre a fabricação clandestina de fogos na edição impressa de A TARDE desta segunda-feira, dia 15.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

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