segunda-feira, 22 de outubro de 2007

COLETA SELETIVA EM SALVADOR - FAÇA SUA PARTE

Venho através desta mensagem sugerir que vocês leitores passem a fazer parte do programa de Coleta Seletiva que vem sendo desenvolvido pela Prefeitura Municipal do Salvador através da LIMPURB.
Mais do que uma questão de Educação Ambiental, onde podemos contribuir para a preservação do meio ambiente através da devida reciclagem de materiais que a natureza levaria séculos para renovar em forma de minerais e outros elementos químicos, este processo garante a geração de centenas ou milhares de empregos e renda, principalmente para pessoas de comunidade carente, onde se inclui aí ex-badameiros que sobreviviam naquelas condições sub-humanas a que todos já conhecem.
Basicamente o processo começa em buscar informações junto a LIMPURB ou o Serviço Salvador Atende pelo telefone 156 e demonstrar o nosso interesse em fazer parte do processo. Uma vez na semana o veículo de coleta seletiva virá no condomínio recolher o material separado que deve começar nos apartamentos, separando metais, plásticos, vidros e papéis (sem matéria orgânica, tais como fezes e urina) de outros comuns como resto de alimentos. Aos funcionários cabe orientação, principalmente no sentido de organizar o material em pequenos containeres específicos, diferenciados por cores ou nomes de forma a evitar proliferação de bactérias, vermes e outros efeitos adversos, inclusive com o uso de luvas de borracha para evitar contaminação com o lixo comum e cortes no contato com vidros, metais e plásticos.
No momento este serviço está sistematicamente atuando em supermercados, shoppings, restaurantes e locais de grande movimento de entrada e saída de produtos, inclusive alimentos.
Faça sua parte!

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Brasil está entre 5 que mais reduziram CFC

Brasil está entre 5 que mais reduziram CFC
Fonte: Revista Envolverde (SP), seção Últimas Notícias - 17/09/2007
Por Rafael Sampaio, do Pnud

País cortou em 10 mil toneladas o uso do gás que destrói a camada de ozônio; metas foram firmadas há 20 anos no Protocolo de Montreal

O Brasil é a quinta nação que mais diminuiu o uso dos CFCs (clorofluorcarbonos) na última década, sob influência do Protocolo de Montreal, documento que completa 20 anos de assinatura neste domingo e que definiu metas para redução de gases que destroem a camada de ozônio do planeta. Entre 1995 e 2005, o país cortou suas emissões em 9.928 toneladas de Potencial Destruidor de Ozônio, unidade usada para mensurar os possíveis danos à camada que protege a Terra contra radiações solares. O volume só é inferior ao da China (62.167), dos Estados Unidos (34.033), do Japão (23.063) e da Rússia (20.641), numa lista de 172 países compilada pela Divisão de Estatísticas das Nações Unidas.

Em 1995, o Brasil era o quinto país que mais usava esse tipo de gás (10.895 toneladas). Em 2005, era o 12º, com 967 toneladas — uma queda de 91,1% no período. Percentualmente, o recuo brasileiro foi mais intenso do que no planeta como um todo (84,8%), mas o resultado foi mais expressivo em várias outras nações: 35 conseguiram zerar o uso dos CFCs (como o Japão) e 14 reduziram em mais de 92% (incluindo os Estados Unidos e a Rússia).

Números mais recentes do Ministério do Meio Ambiente mostram que a tendência se manteve no Brasil: no ano passado, o mercado brasileiro usou 479 toneladas. Desde o início de 2007, o país não importa nem produz mais CFCs.

Conhecido também como freon, os gases CFC foram muito usados na década de 80 e 90 como propelente de aerossóis, extintores de incêndio e para refrigeração em geladeiras e aparelhos de ar-condicionado. Ainda hoje, estão presentes de forma reciclada em eletrodomésticos antigos, com mais de dez anos de fabricação, e, principalmente, em inaladores contra asma.

"Os inaladores com CFC serão abandonados gradualmente a partir de outubro, em um convênio que fecharemos com o Ministério da Saúde", afirma o diretor de Mudanças Climáticas do Ministério, Ruy de Góes. O Plano Nacional de Eliminação de CFCs prevê que esses gases não sejam mais usados no país a partir de 2009 — um ano antes do prazo dado pelo Protocolo de Montreal aos países em desenvolvimento.

A redução do uso dos CFCs no Brasil foi planejada por meio de um cronograma de medidas graduais. Começou com o destaque a às embalagens dos aerossóis que não contivessem o gás , passou pela proibição progressiva da fabricação de sprays, refrigeradores e aparelhos de ar condicionado que usassem a substância e culminou no veto às importações do produto.

Nos últimos anos, o plano tem organizado projetos para recolher e reciclar os CFCs de equipamentos que ainda os usam (eletrodomésticos antigos, aparelhos de ar condicionado de automóveis usados. Desde 1994, o PNUD implantou 157 projetos para ajudar o governo brasileiro a cumprir as metas do Protocolo de Montreal e do plano nacional. As iniciativas incluem treinamento de técnicos em manutenção de refrigeradores e condicionadores de ar e doação de máquinas para recolher os CFCs.

Em nível global, desde 1992 o PNUD administra um programa de US$ 500 milhões em mais de 100 países, com boa parte do financiamento do Fundo Multilateral. São mais de 1.900 projetos, que, quando forem totalmente implementados, terão evitado a emissão de 63 mil toneladas de gases nocivos à camada de ozônio.

Bem-sucedido

"O Protocolo de Montreal até hoje é o tratado mais bem-sucedido do mundo. Avalio que nestes 20 anos ele elevou a consciência ambiental dos governos dos países e mostrou que é possível articular as nações para resolver problemas da humanidade, ambientais ou não", afirma Góes, que também é diretor de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente. Ele avalia que as medidas adotadas pelos países estacionaram a destruição da camada de ozônio. "Não significa que vai haver recuperação no curto prazo. O ozônio se recompõe naturalmente, mas de forma lenta", diz.

Como o CFC reage com o ozônio e elimina-o, ele é um dos grandes responsáveis pelo crescimento da incidência de raios ultravioleta na superfície terrestre, ampliando o número de doenças como catarata e câncer de pele na população mundial. A expectativa das instituições internacionais é de que até 2075 a camada de ozônio tenha voltado aos níveis anteriores aos da década de 80, período em que o uso do CFC atingiu seu pico. "Sem dúvida, o protocolo trouxe uma melhora ambiental em todo o mundo porque houve redução no uso deste gás. Mas faltam muitas tarefas a serem cumpridas pelos países, tanto com relação à poluição ambiental quanto à emissão dos gases-estufa", diz Góes.

A partir de domingo, muitos países vão abrigar atividades para celebrar o aniversário da assinatura do Protocolo. Na segunda, começa a 19ª Reunião das Partes do Protocolo, justamente em Montreal, na qual participam autoridades dos países que compõem o Fundo Multilateral, assim como representantes das agências da ONU. Góes sublinha que o Brasil levará uma nova proposta, junto com a Argentina e outros seis países: antecipar a eliminação dos HCFCs (hidroclorofluorcarbonos), substância intermediária muito utilizada no lugar do freon.

"O prazo para que o HCFC deixe de ser utilizado em todo o mundo vai até 2040, porque ele causa menos mal para a camada de ozônio. Mas trata-se de uma substância nociva, que também agrava o efeito estufa. Queremos antecipar sua eliminação em uma década", diz o diretor de Mudanças Climáticas.


(Envolverde/Pnud)